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Ford Maverick Tremor

Yuki Japah
Yuki Japah
Um JAPA GRANDE! Jornalista automotivo e apaixonado por carros dos clássicos às novidades, sou o apresentador do Autofoco. Minha missão é mostrar a história, a beleza e a emoção do mundo do automobilismo de um jeito leve… e com uma pitada de bom humor!

Tem carro que você testa… e tem carro que entra na sua rotina sem pedir licença.
A Ford Maverick Tremor 2025 foi exatamente assim comigo.

Afinal, por mais que a Maverick já tenha seu nome consolidado, a versão Tremor promete algo a mais e promessa, no mundo automotivo, a gente aprende a desconfiar. Mas bastaram os primeiros quilômetros pra entender: aqui não é só visual, tem essência.

Logo de cara, a posição de dirigir chama atenção. Você não está numa picape gigante, daquelas que intimidam na cidade. A proposta da Maverick continua sendo inteligente: tamanho intermediário, fácil de manobrar, confortável no dia a dia. Mas a Tremor adiciona um tempero diferente. A suspensão mais elevada, os pneus all-terrain e o ajuste específico deixam claro que ela quer sair do asfalto e gosta disso.

Durante a semana, usei a Maverick como qualquer pessoa usaria. Trânsito, supermercado, compromissos, rotina corrida. E aí vem o primeiro ponto forte: o conforto. A suspensão absorve bem as irregularidades, o isolamento acústico é competente e o interior é mais refinado do que muita gente imagina pra uma picape com esse perfil. A central multimídia é intuitiva, conectividade funciona sem dor de cabeça, e tudo parece estar no lugar certo.

Mas é quando você pisa mais fundo que ela mostra sua outra personalidade.

Debaixo do capô, o motor 2.0 EcoBoost entrega cerca de 253 cavalos e 38,7 kgfm de torque. E não é só número bonito em ficha técnica. Na prática, é força disponível o tempo todo. A resposta é rápida, o turbo enche cedo, e a sensação é de que sempre tem fôlego sobrando. Em retomadas e ultrapassagens, ela passa segurança e até empolga.

A tração integral AWD com bloqueio de diferencial e os modos de condução específicos da versão Tremor fazem diferença real. Não é só marketing. Em um trecho de estrada de terra que peguei já no meio da semana meio sem planejar a Maverick simplesmente foi. Sem drama, sem susto. Buraco, cascalho, irregularidade… ela absorve tudo com naturalidade.

E aí chega o fim de semana. E com ele, a chance de explorar o que essa versão realmente propõe.

Saí da cidade, peguei estrada e fui buscar um trecho mais desafiador. Nada extremo, mas suficiente pra testar. Subida com terra solta, trecho enlameado, valetas. E é aqui que a Maverick Tremor se diferencia de vez das versões mais urbanas. O conjunto trabalha a seu favor: suspensão mais preparada, eletrônica inteligente, tração bem calibrada. Ela não te transforma num piloto off-road, mas te dá confiança pra ir além do que você iria com um carro comum.

E talvez esse seja o maior mérito dela.

A Maverick Tremor não é radical ao ponto de perder o conforto. E também não é urbana demais a ponto de frustrar fora do asfalto. Ela encontra um equilíbrio raro. É o tipo de carro que faz sentido pra quem quer uma picape de verdade… mas que vai usar todos os dias.

Ao longo da semana, fui percebendo pequenos detalhes: o espaço interno bem resolvido, a caçamba prática pro dia a dia, os acabamentos com identidade própria da versão Tremor. Nada exagerado, mas tudo com propósito.

E quando chegou a hora de devolver a chave, ficou aquela sensação clássica: “daria pra ficar mais um tempo”.

Porque no fim das contas, a Ford Maverick Tremor 2025 não tenta ser tudo. Mas entrega exatamente o que promete — com um pouco mais de personalidade.

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