José Pereira é empossado como prefeito interino de Cabedelo

Posse ocorre após afastamento de Edvaldo Neto durante operação da Polícia Federal que investiga irregularidades no município

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.

A Prefeitura de Cabedelo passou a ser comandada, nesta quarta-feira (15), pelo vereador José Pereira (Avante), até então presidente interino da Câmara Municipal. Ele assume o cargo de prefeito de forma temporária após o afastamento de Edvaldo Neto (Avante), determinado na terça-feira (14) durante a Operação Cítrico, realizada pela Polícia Federal.

A posse foi realizada na manhã desta quarta-feira (15), em ato oficial que formalizou a transição no comando do Executivo municipal. Em sua primeira manifestação como prefeito interino, Pereira afirmou confiar nas instituições e disse acompanhar os desdobramentos das investigações, aguardando o esclarecimento dos fatos recentes. O gestor também declarou que pretende manter a equipe de secretários que integrava a gestão do prefeito afastado.

“Confio na Justiça e no pleno esclarecimento dos fatos. Cabedelo seguirá avançando com equilíbrio, diálogo e dedicação ao nosso povo. Estou aqui para cuidar da cidade e garantir que tudo continue funcionando”, discursou o novo prefeito.

A nova troca no comando municipal reforça o cenário de instabilidade política em Cabedelo. Em um intervalo de cinco meses, este é o terceiro nome a assumir a Prefeitura, após a cassação dos mandatos do prefeito André Coutinho (Avante) e da vice-prefeita Camila Holanda (PP), eleitos em 2024.

Com a saída de José Pereira para assumir a Prefeitura, a Câmara Municipal de Cabedelo passou a ser presidida de forma interina pelo vereador Wagner do Solanense (PV), 2º vice-presidente da Casa.

Operação Cítrico

Deflagrada na terça-feira (14), a Operação Cítrico, da Polícia Federal, apura um esquema que envolve fraude em licitações, desvio de recursos públicos e suposta ligação entre agentes políticos e uma facção criminosa. Durante a ação, o prefeito interino Edvaldo Neto foi afastado do cargo, dois dias após ser eleito em pleito suplementar realizado no domingo (12).

Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, incluindo um apartamento do gestor, em Intermares. Segundo as investigações, o esquema pode ter movimentado cerca de R$ 270 milhões em contratos irregulares, com participação de políticos, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, ligada ao Comando Vermelho.

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