O preço do diesel disparou em abril de 2026 e atingiu marcas históricas. Impulsionado por conflitos no Oriente Médio e pela valorização internacional do petróleo, o combustível se tornou o maior vilão do frete. No estado de São Paulo, o valor médio nas bombas chegou a R$ 7,67 por litro.
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O Diesel S10 teve uma alta expressiva de mais de 13% em apenas um mês, com média de R$ 7,10. O Diesel comum (S500) subiu 12,34%, com média de R$ 7,01. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP), coletados entre 5 e 11 de abril.
Impactos no bolso
A alta do diesel pressiona diretamente os custos de logística e frete. O impacto no agronegócio é milionário, elevando os custos de produção, colheita e pulverização. Como o diesel é o principal combustível de transporte, o aumento influi diretamente na inflação de produtos de consumo.
“Quanto mais caro o diesel, mais caro fica tudo o que chega à mesa do brasileiro. Para o caminhoneiro, o problema é imediato. Muitos estão tendo que escolher entre rodar no prejuízo ou deixar o caminhão parado”, afirma Eduardo Valdivia.
O governo federal tentou segurar o impacto ampliando a subvenção para o combustível importado, com ajuda de até R$ 1,52 por litro, mas o alívio na bomba ainda é tímido. A Petrobras aumentou o diesel em R$ 0,38 por litro em março, mas o preço interno segue abaixo das cotações internacionais.
Previsão
Com o cenário internacional instável, a previsão é de que o preço continue oscilando. Thiago Reis, empresário do setor de transportes, afirma que a situação está insustentável. “Enquanto a solução definitiva não vem, o caminhoneiro segue fazendo o que sabe de melhor: manobrando o orçamento para garantir que o país não pare”, conclui.







