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TJ suspende julgamento de vereadores por improbidade e envia caso ao Órgão Especial

Decisão aguarda análise da constitucionalidade da Resolução nº 2.069/2023, que aumentou salários de assessores

Fachada da Câmara de Araçatuba | Foro: Angelo Cardoso/Câmara Municipal

A 3ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu o julgamento do processo de improbidade administrativa contra seis ex-vereadores e um vereador de Araçatuba (SP), no caso que ficou conhecido como “supersalários”, devido à aprovação do aumento dos salários de assessores parlamentares e cargos de confiança da Câmara Municipal.

.A decisão dos desembargadores, proferida na quarta-feira (16), determinou o envio do caso para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Isso porque, para confirmar se houve crime de improbidade, é preciso primeiro decidir se a norma que criou o aumento dos salários (a Resolução nº 2.069/2023), é constitucional ou não.

De acordo com a Justiça brasileira, a “Cláusula de Reserva de Plenário” estabelece que magistrados não podem, sozinhos, declarar a inconstitucionalidade de uma norma jurídica.

Apenas o Órgão Especial ou o Pleno do Tribunal possui essa competência, por isso o julgamento da improbidade administrativa foi suspenso pelo relator do caso, Camargo Pereira e pelos desembargadores Kleber Leyser de Aquino (presidente) e Encinas Manfré.

Ainda não há previsão de quando o Órgão Especial irá analisar o caso.

Os vereadores

Os envolvidos no caso são os ex-vereadores Aparecida Cristina Munhoz (União Brasil), Wesley Monea dos Santos (Podemos), Regina Lourenço, a Regininha (PRTB), Antônio Edwaldo Dunga Costa (União Brasil), Jaime José da Silva, o Dr. Jaime (PSDB) e Maurício Rufino Barbosa, o Maurício Bem-Estar (União Brasil), e o vereador Gilberto Batata Mantovani (PSD), o único que conseguiu se reeleger.

O caso

A condenação por improbidade em primeira instância se deu em uma ação proposta pelo Ministério Público, que processou os parlamentares alegando que eles aprovaram a Resolução nº 2.069/2023 para aumentar significativamente os salários de seus assessores e cargos de confiança.

Segundo a acusação, a ação foi uma tentativa de “driblar” decisões judiciais anteriores que haviam barrado tentativas anteriores de aumento.

Ou seja, conforme o MP, mesmo com as decisões contrárias da Justiça, a Mesa Diretora da Câmara de Araçatuba convocou sessão legislativa extraordinária para a manhã do dia 18 de dezembro de 2023 e aprovou a nova resolução, com os reajustes salariais.

Dano

A sentença da Vara da Fazenda Pública de Araçatuba determinou, na época, que os réus ressarcissem integralmente o dano ao erário (os valores recebidos indevidamente pelos servidores) e pagassem multa civil equivalente ao dano apurado, valor estimado em R$ 264.822,64.

Esta condenação anterior, no entanto, permanece “congelada”, sem efeitos práticos, até que o Órgão Especial profira sua decisão.

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