A Paraíba manteve, pelo terceiro ano consecutivo, a nota máxima de grau de investimento atribuída pela agência internacional S&P Global Ratings. O relatório divulgado em abril de 2026 confirma a classificação “brAAA”, com perspectiva estável, e aponta a capacidade do Estado de honrar compromissos financeiros, além da consistência das contas públicas.
O documento repete as avaliações registradas em 2024 e 2025 e coloca o Estado em nível elevado de gestão fiscal no país. A agência destaca a manutenção do equilíbrio fiscal, o controle do endividamento e a existência de reservas financeiras como fatores que sustentam a nota máxima. Esses indicadores também contribuem para ampliar a confiança de investidores e estimular novos negócios.
A análise da S&P indica que a política fiscal adotada mantém disciplina e acompanhamento constante dos indicadores, em conformidade com a Lei de Responsabilidade Fiscal. O relatório também aponta que essa estratégia permitiu a formação de reservas de liquidez e a preservação da Capacidade de Pagamento em nível elevado, conforme avaliação do Tesouro Nacional.
O desempenho fiscal sólido também aparece como um dos pilares do perfil de crédito do Estado. A agência considera que os resultados mantêm a confiança de instituições financeiras e viabilizam novos financiamentos. Mesmo com a previsão de superávits operacionais próximos de 10%, o relatório aponta que a Paraíba possui margem para ampliar investimentos sem comprometer a qualidade de crédito.
O secretário da Fazenda, Marialvo Laureano, afirmou que a manutenção das notas máximas reflete a continuidade da gestão fiscal equilibrada. Segundo ele, o desafio não se limita a alcançar a classificação, mas garantir a estabilidade dos indicadores ao longo dos anos, mantendo investimentos públicos.
De acordo com o secretário, o Estado ampliou os investimentos com recursos próprios nos últimos anos, ao mesmo tempo em que preservou o equilíbrio fiscal. Ele destacou que a estratégia envolve a execução de obras estruturantes e a expansão de políticas públicas em áreas como saúde, segurança e educação.
Marialvo também avaliou que os resultados fiscais influenciam diretamente a atividade econômica. Ele citou o crescimento do Produto Interno Bruto, a expansão do comércio varejista, a geração de empregos formais e a redução da taxa de desocupação como reflexos desse cenário, mesmo diante de um contexto nacional marcado por juros elevados e instabilidade econômica.



