Dívida entra como nova linha de investigação sobre morte de idosa na Grande João Pessoa

Delegado afirma que hipótese é considerada fraca, mas equipe amplia apuração enquanto aguarda laudos periciais

Foto: Reprodução/ Internet

A Polícia Civil incluiu uma possível dívida como nova linha de investigação no caso da morte de Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, encontrada nesta quarta-feira (29) após dias desaparecida na Região Metropolitana de João Pessoa. O delegado Douglas Garcia afirmou que a informação chegou à equipe, mas ainda exige confirmação.

O delegado explicou que a linha surgiu após relatos de que pessoas teriam ido até a casa de familiares cobrar valores dias antes do desaparecimento. “Sim, é uma informação que chegou, a gente ainda vai confirmar essa informação, de forma mais precisa, inclusive com familiares”, afirmou. Douglas Garcia ponderou o peso dessa hipótese dentro do inquérito. “Nós acreditamos que essa é uma linha mais fraca, certo? Mas não fechamos os olhos para essa hipótese”, declarou. Ele acrescentou que a equipe vai aprofundar a análise após a localização do corpo. “Agora que uma etapa já foi vencida, parte da equipe vai começar a diligenciar nesse sentido”.

O delegado reforçou que a investigação depende de provas técnicas para avançar. “Somente com a emissão de laudos técnicos, indicando se houve alguma lesão interna ou envenenamento, é que vamos direcionar os próximos passos”, disse.

Amigo é colaborador e não suspeito

A Polícia Civil mantém o entendimento de que o amigo da vítima, identificado como Willis Cosmo, colabora com as investigações e não figura como suspeito neste momento. Ele foi a última pessoa a ter contato com a idosa antes do desaparecimento. Douglas Garcia destacou a postura do homem durante a apuração. “Diversas pessoas são de interesse na investigação, mas não apontamos ninguém ainda como principal suspeito”, afirmou. Ele completou: “Temos a responsabilidade de garantir os direitos individuais de qualquer pessoa”.

O delegado também reforçou que o enquadramento do caso pode mudar conforme os laudos. “Nosso inquérito ainda segue como desaparecimento, podendo mudar para morte natural ou homicídio, a depender do que a perícia emitir”, explicou. Sobre a participação de Willis, ele foi direto: “Ele não figura na qualidade de investigado neste momento e tem sido colaborativo com a polícia”.

Sepultamento ocorre nesta quinta-feira

A família confirmou o sepultamento de Milce Daniel Pessoa para a manhã desta quinta-feira (30), no cemitério de Bayeux. Os familiares decidiram não realizar velório. O corpo passou por exames no Instituto de Medicina Legal, em João Pessoa, e segue em processo de identificação oficial. A equipe técnica solicitou exames toxicológicos e de DNA, com prazo inicial de dez dias para conclusão do laudo.

Milce Daniel Pessoa desapareceu no dia 22 de abril, após sair para acompanhar o amigo a uma consulta no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, entre Santa Rita e Bayeux. Segundo relato de Willis Cosmo à polícia, os dois seguiram para uma área de mata após o atendimento, onde pretendiam pegar mangas. Ele afirmou que perdeu contato com a idosa nesse momento.

As buscas mobilizaram equipes por vários dias até a localização do corpo, já em estado avançado de decomposição. A perícia não identificou sinais evidentes de violência no local, o que reforçou a necessidade de exames complementares. Douglas Garcia ressaltou que novas dúvidas surgem a cada etapa da investigação. “A cada passo que se dá, novos questionamentos surgem e precisam ser respondidos para a investigação avançar”, concluiu.

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