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Nômade Festival 2026: Um encontro épico de brasilidades e gerações no Memorial da América Latina

O fim de semana de 02 e 03 de maio em São Paulo foi marcado por uma verdadeira imersão na cultura nacional. O Nômade Festival 2026 transformou o palco em um caldeirão de ritmos, unindo o piseiro ao rock doido, e o samba de raiz ao pop performático, provando que a música brasileira não possui fronteiras.

Sábado: Da potência do Norte ao piseiro que emociona

O primeiro dia começou com a energia vibrante de Zaynara, que trouxe a força da latinidade nortista para abrir os caminhos. Logo em seguida, Chico Chico dominou o espaço com sua entrega visceral, chegando a descer para o meio da galera. O show ganhou um tom especial com a participação de Renan Renan, culminando em um coro emocionante de “Menino Bonito”.

Demais, a programação seguiu com a elegância de Jorge Aragão, que entregou o “samba de respeito” esperado pelo público. Um dos grandes auges da noite ficou por conta de João Gomes. Além do seu piseiro característico, o cantor abriu espaço para um momento de pura sensibilidade com o pequeno Ruan Vaqueirinho, que emocionou a plateia ao interpretar o clássico sertanejo “Fogão de Lenha”.

Para encerrar o sábado sem descanso, Gaby Amarantos transformou o festival em uma aparelhagem com o projeto “Rock Doido”, seguida por Luísa Sonza, que apresentou a turnê “Brutal Paraíso” em um show visualmente impactante.

Domingo: Encontros de gigantes e o cancioneiro popular

O segundo dia manteve o nível elevado desde cedo. Carol Biazin abriu os trabalhos com solos de guitarra eletrizantes, sendo sucedida pela versatilidade de Marcelo D2, que transitou com maestria entre seu projeto de samba e o rap que é sua marca registrada.

Posteriormente, o palco recebeu Jota.pê em uma apresentação repleta de convidados. Estiveram presentes Bruna Black (sua parceira no duo Avuá) e Mestrinho, mas o ápice emocional ocorreu em “Ouro Marrom”. A canção ganhou uma nova dimensão com a participação surpresa de Péricles, que logo depois assumiu o comando do festival com um desfile de hits da carreira solo e da época do Exaltasamba.

Ao cair da noite, a performance potente de Urias com o projeto “Carranca” preparou o terreno para o encerramento. Quem selou o festival com chave de ouro foi o mestre Zé Ramalho, fazendo o público cantar em uníssono cada verso de seu repertório imortal.

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