A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira duas operações simultâneas para combater um esquema de fraudes fiscais que utilizava créditos tributários irregulares, conhecidos como “títulos podres”, para quitar débitos federais de forma ilegal. As ações ocorreram em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público Federal.
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Batizadas de “Títulos Podres” e “Consulesa”, as operações investigam uma organização criminosa suspeita de atuar por meio de escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada. Segundo as investigações, o grupo oferecia supostas soluções para redução de impostos e dívidas fiscais, envolvendo empresas privadas e até prefeituras.
De acordo com a PF, o esquema contava com divisão de funções entre os integrantes, captação de clientes e movimentações financeiras destinadas a ocultar recursos. A investigação também aponta participação de servidores públicos e práticas de lavagem de dinheiro.
Mais de 200 policiais federais e 43 servidores da Receita Federal participaram das ações. Na Operação Consulesa foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão e quatro prisões preventivas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O prejuízo estimado nessa frente chega a R$ 670 milhões.
Já a Operação Títulos Podres cumpriu 40 mandados de busca e apreensão e seis prisões temporárias em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão. Entre os investigados estão ao menos dez advogados suspeitos de participação no esquema. Nessa investigação, o rombo aos cofres públicos é estimado em R$ 100 milhões.
A Justiça Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em bens e valores para garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.
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