Chegou a 18% a adesão de Inteligência Artificial (IA) na área da saúde do Brasil em 2025. Os dados são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, divulgada na terça-feira (12), do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).
Organizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) – departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), a pesquisa entrevistou 3.270 gestores de estabelecimentos de saúde no país.
Segundo a levantamento, dos locais que já utilizam IA, os modelos mais utilizados são os modelos generativos presente em 76% dos estabelecimentos, que auxiliam em:
- Mineração de texto (52%);
- Automação de processos (48%);
- Organização de processos clínicos e administrativos (45%);
- Melhoria na segurança digital (36%);
- Aumento da eficiência dos tratamentos (32%);
- Auxiliar na logística (31%);
- Apoiar a gestão de recursos humanos ou recrutamento (27%);
- Auxiliar nos diagnósticos (26%);
- Auxiliar na dosagem dos medicamentos (14%).
Outros avanços apresentados pelo levantamento foram: a disponibilidade de serviços online para os pacientes oferecidas por 39% dos estabelecimentos, o agendamento de exames forma 32% e para consultas 32%. Já o maior avanço foi na interação online entre pacientes e equipes de saúde, saindo de 16% em 2023 para 35% em 2025.
Além disso, a teleconsultoria chegou a 36%, seguida pela teleconsulta (28%) e telemonitoramento (20%). Esses serviços de telesaúde apresentaram significativo crescimento em relação aos anos anteriores, o que mostra uma expansão gradual dessa forma de atendimento.
Desafios
Porém, a inserção dessas novas tecnologias no cotidiano da área da saúde traz também desafios significativos: hospitais com mais de 50 leitos apontam custos elevados (63)%, falta de priorização (56%) e limitações na coleta de dados e capacitação (51)%.
“O avanço do uso da Inteligência Artificial na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável. Além disso, a consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é fundamental para sustentar a adoção ética da IA em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente no cuidado com os pacientes” destaca Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisas do Cetic.br.


