O Tribunal do Júri de Araçatuba (SP) condenou Leonardo Rodrigues da Silva a 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado pela morte de Ricardo Alexandre Ribeiro. O julgamento, que durou cerca de oito horas, ocorreu na tarde dessa quinta-feira (14) e encerrou um processo que se estendeu por quase três anos desde o crime, cometido na madrugada de 26 de maio de 2023.
Leonardo não terá direito a apelar em liberdade, permanecendo encarcerado durante todo o processo recursal. A defesa apresentou teses de legítima defesa e desclassificação para lesão corporal seguida de morte, mas ambas foram rejeitadas pelo júri popular.
O crime ocorreu na Rua Ignês Aparecida de Abreu Bernardi, no bairro Jussara. Segundo a denúncia do Ministério Público, Leonardo e Ricardo tiveram um desentendimento no início de 2023 envolvendo tráfico de drogas. Na ocasião, Leonardo tentou matar a vítima com uma garrafa de vidro quebrada, mas Ricardo sobreviveu ao ataque.
Meses depois, ao avistar Ricardo retornando para sua residência, Leonardo executou o plano de matar o rival. Armado com uma faca, abordou a vítima no portão da casa e desferiu um golpe certeiro na região do tórax, atingindo-a fatalmente.
Ricardo conseguiu correr para o interior de sua residência, mas caiu na garagem, onde veio a óbito. O ferimento causou laceração dos vasos da base do coração, resultando em anemia aguda por hemorragia interna traumática. Leonardo fugiu do local levando a faca consigo.
Confissão
Em seu interrogatório, no decorrer do processo, Leonardo confessou o crime. Porém, alegou ter agido em legítima defesa, sustentando que vinha sendo ameaçado de morte por Ricardo. A tese não foi aceita pelo júri popular, assim como a de desclassificação para lesão corporal seguida de morte. .
A Justiça havia decretado sua prisão preventiva em 7 de agosto de 2023, considerando sua periculosidade e risco de fuga. O Ministério Público destacou que Leonardo demonstrou “deformada personalidade e índice perverso”, além de representar risco às testemunhas.
Condenação
O julgamento foi presidido pelo juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda. O Ministério Público foi representado pelo promotor Adelmo Pinho. A defesa de Leonardo foi conduzida pelos advogados Filipe Kenzo Said Onohara e Amanda Novaes Lacerda.
Após a apresentação de todas as provas e argumentos, o júri popular decidiu pela condenação de Leonardo. O representante o Ministério Público disse que não irá recorrer da sentença.



