A Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte (RMVPLN) fechou o primeiro trimestre de 2026 com saldo positivo de 2.919 empregos formais, segundo levantamento divulgado pelo Núcleo de Pesquisas Econômico Sociais (NUPES) da Universidade de Taubaté (UNITAU). Apesar do resultado positivo, o número representa desaceleração em relação ao mesmo período de 2025, quando a região havia criado 5.726 vagas.
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De acordo com o estudo, a região contabilizou 637.382 trabalhadores com carteira assinada até março deste ano. O setor de serviços segue como principal empregador da RMVPLN, concentrando mais da metade dos postos formais, com 322.622 vagas, equivalente a 50,5% do total. Em seguida aparecem a indústria, com 131.658 empregos (20,7%), o comércio com 143.137 (22,5%), a construção civil com 32.074 (5%) e a agropecuária com 8.636 postos (1,3%).
O relatório aponta que a desaceleração na geração de empregos acompanha o cenário nacional e estadual, influenciado principalmente pela manutenção da taxa básica de juros em níveis elevados, o que reduz investimentos e desacelera contratações. Ainda assim, o mercado de trabalho segue aquecido, impulsionado especialmente pelos setores de serviços e construção civil.
Entre os municípios da região, São José dos Campos liderou a geração de vagas formais, com saldo positivo de 1.386 empregos no trimestre. Na sequência aparecem Tremembé, com 1.181 vagas, e Taubaté, com 1.117 novos postos de trabalho. Também tiveram desempenho positivo Pindamonhangaba (389), Guaratinguetá (323) e Cruzeiro (305).
Já os piores resultados foram registrados nas cidades do Litoral Norte, reflexo da sazonalidade típica após a temporada de verão. Caraguatatuba liderou o fechamento de vagas, com saldo negativo de 1.061 empregos, seguida por Jacareí (-884), Ubatuba (-490), São Sebastião (-355), Ilhabela (-170) e Canas (-69).
O levantamento também mostra que São José dos Campos permanece como o principal polo de empregos formais da RMVPLN, com 214.022 trabalhadores registrados. Taubaté aparece em segundo lugar, com 90.258 vínculos formais, seguida por Jacareí (53.272), Pindamonhangaba (38.497) e Guaratinguetá (31.821).
Segundo o NUPES, o cenário regional demonstra resiliência do mercado de trabalho mesmo diante da desaceleração econômica provocada pelos juros altos. O estudo destaca ainda a importância da indústria para municípios do eixo da Via Dutra, enquanto o setor de serviços continua sendo o principal motor da economia regional.
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