“BuenosAires”, documentário sobre cidade pernambucana homônima da capital argentina, estreia nos cinemas em 11 de junho

Novabrasil
Novabrasil
Somos uma emissora que privilegia a MPB como alicerce de nossa programação, creditando ao estilo musical sua devida importância como um dos maiores patrimônios brasileiros. Nos colocamos como uma solução multiplataforma que foca em conteúdo para engajar a audiência e aproximá-las de maneira relevante e pertinente das marcas. A Novabrasil faz parte do Grupo Thathi, conglomerado de comunicação que conta com o Portal TH+, além de emissoras de rádio e televisão em mais de 400 cidades de várias regiões do país.

“Haverá distâncias entre o que se quer ser, e o que se pode ser”. A frase presente em “BuenosAires”, novo longa dirigido pela cineasta Tuca Siqueira, ecoa no cotidiano da pequena cidade pernambucana que compartilha o nome da capital argentina.

Com estreia nos cinemas marcada para 11 de junho, a obra acompanha personagens que transformam essa coincidência em relações atravessadas pela paixão pelo futebol, pela cultura popular e por desejos de pertencimento projetados sobre o imaginário local do país vizinho.

Foto: Cartaz do documentário “BuenosAires”.

Conexões simbólicas com a Argentina

Exibido para mais de 700 pessoas em uma única noite na Mostra de Cinema de Gostoso 2025, o longa parte do olhar de uma professora de espanhol para apresentar personagens, paisagens e contrastes sociais da pequena cidade da Zona da Mata pernambucana.

Entre o futebol, a cultura popular e manifestações como o desfile do Maracatu Estrela Dourada durante a Copa do Mundo de 2022, os moradores constroem conexões simbólicas com a Argentina.

Foto: Divulgação/BuenosAires

Buenos Aires pernambucana

Localizada a 79 km do Recife, a Buenos Aires pernambucana reúne cerca de 13 mil habitantes e carrega no cotidiano marcas dessa curiosa relação com o país vizinho.

Entre referências ao Boca Juniors, a idolatria por Lionel Messi e casas pintadas em cores vibrantes inspiradas no Caminito portenho, o filme observa como o imaginário argentino atravessa a paisagem cultural da cidade nordestina. Sem buscar respostas definitivas para essa conexão, Tuca Siqueira constrói uma crônica sensível sobre pertencimento, desejo e identidade coletiva.

Tuca Siqueira

Com mais de 20 anos de trajetória, Tuca Siqueira dirigiu curtas, séries e longas-metragens que transitam entre a ficção e o documentário. Entre seus trabalhos estão a série “Chabadabadá” (Canal Brasil), os documentários “A Mesa Vermelha”, “Iracemas”,  além do longa de ficção “Amores de Chumbo”.

A diretora comenta que conheceu Buenos Aires – PE através do livro de fotografias de Josivan Rodrigues e passou a frequentar a cidade em 2016.

“A cada ida à Buenos Aires, eu enxergava um pouco mais daquela pequena cidade simples que me mostrava uma realidade vestida de sonho e graça. Pessoalmente, acredito que desde 2016, sofremos politicamente de uma tentativa constante de roubar nossos sonhos. Roteirizar, dirigir, produzir e, sobretudo, estar em contato com esses personagens me proporcionou o exercício da manutenção do sonho. E é disso que esse filme fala”, afirma. 

Ela também explica que entende o filme como um “documentário paisagem” apresentando a atmosfera de uma pequena cidade da Zona da Mata Pernambucana em tom fabulesco, investigando o limite entre documentário e ficção.

“Simbolicamente, o filme projeta uma imagem complexa e poética de um nordeste que rompe com estereótipos de fome e miséria. Concluímos as filmagens durante a última Copa do Mundo e é uma alegria que ele ocupe os cinemas na Copa de 2026”, revela. 

Assista ao trailer:

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS