Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro

Influenciadora teve R$ 27 milhões bloqueados pela Justiça durante investigação que apura movimentações financeiras suspeitas e supostos vínculos com organização criminosa.

Foto: Eduardo Martins/Brazil News

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, realizada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil. A ação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado a uma organização criminosa, além de movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a origem declarada dos recursos.

Operação apura movimentação milionária de recursos

As investigações apontam que a empresária teria recebido valores por intermédio de uma empresa de transportes que, segundo os investigadores, seria utilizada para movimentar recursos ligados à cúpula da facção criminosa. A apuração identificou operações financeiras de grande volume e transações consideradas atípicas.

De acordo com os elementos reunidos durante o inquérito, a análise patrimonial também levantou suspeitas sobre a origem de parte dos valores movimentados. Os investigadores afirmam que foram constatados indícios que justificaram o aprofundamento das diligências e o cumprimento das medidas judiciais.

Justiça determina bloqueio milionário

Entre as decisões autorizadas pela Justiça está o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e ativos vinculados à influenciadora. A medida busca impedir a movimentação de patrimônio que estaria sob investigação até a conclusão das apurações.

Os responsáveis pelo caso sustentam que parte dos recursos analisados apresenta indícios de incompatibilidade financeira. A suspeita é de que valores tenham sido utilizados para aquisição de bens e manutenção de um padrão de vida considerado elevado em relação às informações apresentadas às autoridades.

Operação também mira integrantes da facção

Além da prisão de Deolane Bezerra, a Operação Vérnix teve como alvo pessoas apontadas como integrantes do alto escalão da organização criminosa investigada. Entre os nomes citados está o de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção.

Como ele já cumpre pena em unidade prisional federal, a nova ordem de prisão preventiva será incorporada aos registros do sistema penitenciário. A medida faz parte da estratégia dos investigadores para ampliar o alcance das apurações sobre o fluxo financeiro atribuído ao grupo.

Investigação busca rastrear patrimônio

A ofensiva concentra esforços no rastreamento de recursos, empresas e bens que possam ter sido utilizados para ocultar ou dissimular valores de origem ilícita. Documentos, registros bancários e movimentações patrimoniais estão entre os materiais analisados pelas equipes responsáveis pelo caso.

O avanço da investigação poderá resultar em novas medidas judiciais e no aprofundamento das análises financeiras. O foco das autoridades é identificar a extensão das operações sob suspeita e esclarecer o possível papel de cada investigado dentro da estrutura examinada.

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