A elefanta Maison, que vive no Bosque e Zoológico Dr. Fábio Barreto, em Ribeirão Preto, poderá ser transferida para um santuário de elefantes em Mato Grosso. O futuro do animal está sendo analisado pela Justiça, enquanto a Prefeitura aguarda laudos técnicos para embasar sua posição no processo.
A possibilidade de transferência da elefanta Maison voltou ao debate após manifestações sobre seu bem-estar e a permanência no zoológico municipal. O caso é semelhante ao da elefanta Bambi, que deixou Ribeirão Preto em 2020 após decisão judicial e foi encaminhada ao Santuário de Elefantes do Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães (MT).
Em vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito Ricardo Silva afirmou que a administração municipal busca avaliações técnicas para definir qual alternativa oferece melhores condições ao animal. Segundo ele, a decisão final caberá ao Poder Judiciário.
“O que for melhor para a Maison será feito. Estamos reunindo elementos técnicos para entender se ela deve permanecer em Ribeirão Preto ou ser transferida para um santuário”, declarou o prefeito.
Maison tem cerca de 55 anos e chegou ao Bosque Fábio Barreto em 2011. O animal foi entregue ao município pelo falecido palhaço Biriba, em um período marcado pela redução gradual do uso de animais em atividades circenses no Brasil.
De acordo com Ricardo Silva, a elefanta passou aproximadamente quatro décadas em um circo antes de ser encaminhada ao zoológico. Desde então, recebe acompanhamento veterinário e manejo especializado.
A família de Biriba, entretanto, contesta relatos de sofrimento do animal e defende que Maison permaneça em Ribeirão Preto, onde vive há mais de uma década.
A discussão sobre o destino da elefanta não é recente. Em 2021, uma campanha virtual solicitou sua transferência para o Santuário de Elefantes do Brasil. Na época, o abaixo-assinado reuniu mais de 3,5 mil assinaturas.
A idealizadora da iniciativa, Lucia Elena Toloza de Ávila, argumentava que o animal apresentava sinais de estresse e possuía condições de saúde adequadas para enfrentar a viagem de aproximadamente 1.270 quilômetros até o santuário.
O tema também está inserido em um contexto mais amplo. Atualmente, o uso de animais em espetáculos circenses é proibido em 12 estados brasileiros, incluindo São Paulo.
Em nota oficial, a Prefeitura de Ribeirão Preto informou que a elefanta permanecerá no Bosque e Zoológico Dr. Fábio Barreto até que haja uma decisão judicial definitiva.
Segundo a administração municipal, Maison recebe acompanhamento técnico contínuo, alimentação adequada, suporte veterinário e cuidados especializados desde sua chegada ao local.
A prefeitura destacou ainda que todas as decisões relacionadas ao futuro do animal serão tomadas com base em critérios técnicos, sanitários e jurídicos, além das orientações dos órgãos ambientais competentes.
A definição sobre a permanência ou transferência da elefanta poderá representar um marco na discussão sobre bem-estar animal em cativeiro. Enquanto o Tribunal de Justiça de São Paulo analisa o caso, o destino de Maison segue em aberto, mobilizando autoridades, especialistas e defensores da causa animal.

