Especial Capas de Disco: Aldo Luiz

Existe algo de mágico no momento em que imagem e som se encontram. Ao longo da história da música brasileira, muitas capas de discos deixaram de ser apenas embalagens para se tornarem parte essencial da experiência artística de um álbum. Elas ajudaram a construir atmosferas, traduzir conceitos e eternizar visualmente obras que marcaram gerações.

Não por acaso, alguns dos maiores artistas visuais do Brasil participaram diretamente desse universo, criando capas que atravessaram o tempo ao lado das canções que ilustravam. Pintores, fotógrafos, designers e ilustradores levaram suas linguagens para o universo fonográfico, criando obras que hoje ocupam um lugar importante não apenas na história da música, mas também da arte brasileira.

São encontros criativos que provaram que um disco pode ser ouvido, visto e sentido ao mesmo tempo.

Hoje, vamos conhecer 30 capas de discos brasileiros assinadas pelo artista Aldo Luiz.

Mais sobre Aldo Luiz

Aldo Luiz | Imagem: Reprodução

Aldo Luiz transformou discos em imagens que a gente reconhece antes mesmo de escutar. Suas capas são leituras visuais de um tempo. Um tempo de censura imposta, em que uma imagem podia ser um manifesto por si só.

Nascido no Rio de Janeiro, numa família de gerações de artistas, Aldo cursou a Escola Nacional de Belas Artes da UFRJ, tem paixão pela paisagem e pela figura. 

Em sua obra, naturalismo e expressionismo mesclam-se e expandem-se no meu temperamento romântico, numa alquimia que produz telas de múltiplos temas: palhaços, marinhas, nus e paisagens em que o céu é de um azul profundo e as flores multicoloridas. 

Em 1970, a convite do então gerente geral da gravadora Phonogram (hoje Universal), André Midani, estruturou o primeiro departamento de artes gráficas da indústria do disco no Brasil, para produção de capas de álbuns e outras peças de divulgação da MPB.

Cheguei sem conhecer a fundo o assunto. Tinha uma vaga noção, pois estava começando a estudar isso na UFRJ. Mas fui aprender conversando com os técnicos, o pessoal que fazia fotolito, vendo como era o processo deles, falando com montadores, fotógrafos, etc.”, conta o artista.

Foram 10 anos fazendo capas de discos para grandes artistas. Hoje, vamos conhecer 30 dessas mais de 200 capas icônicas.

Após o começo dos anos 80, quando fez uma concorrida exposição na antiga galeria Angelis, em Icaraí, Niterói, Aldo Luiz decidiu dedicar-se apenas à pintura.

30 capas de disco assinadas por Aldo Luiz

1 – Tim Maia – Tim Maia (1970)

2 – Tim Maia – Tim Maia (1971)

3 – Negro é Lindo – Jorge Ben Jor (1971)

4 – Carlos, Erasmo – Erasmo Carlos (1971)

5 – A Tua Presença – Maria Bethânia Viana Telles Veloso (1971)

6 – Construção – Chico Buarque (1971)

7 – Ela – Elis Regina (1971)

8 – Transa – Caetano Veloso (1971)

9 – Elis – Elis Regina (1972)

10 – Ben – Jorge Ben (1972)

11 – Expresso 2222 – Gilberto Gil (1972)

12 – Matita Perê – Tom Jobim (1972)

13 – Krig-Ha, Bandolo! – Raul Seixas (1973)

14 – A Tábua De Esmeralda – Jorge Ben Jor (1974)

15 – Loki? – Arnaldo Baptista (1974)

16 – Sinal Fechado – Chico Buarque (1974)

17 – Elis & Tom – Elis Regina e Tom Jobim (1974)

18 – Jóia – Caetano Veloso (1975)

19 – A Voz do Samba – Alcione (1975)

20 – Gil e Jorge – Oxum Xangô – Gilberto Gil e Jorge Ben Jor (1975)

21 – Refazenda – Gilberto Gil (1975)

22 – Tamba Tajá – Fafá de Belém (1976)

23 – Alucinação – Belchior (1976)

24 – Falso Brilhante – Elis Regina (1976)

25 – África Brasil – Jorge Ben Jor (1976)

26 – Doces Bárbaros – Gal Costa, Maria Bethânia, Gilberto Gil e Caetano Veloso

27 – Água Viva – Gal Costa (1978)

28- Muito – Caetano Veloso & A Outra Banda Da Terra (Dentro Da Estrela Azulada) (1978)

29 – Ângela Ro Ro – Ângela Ro Ro (1979)

30 – O Ritmo Do Momento – Lulu Santos (1983)

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