Os Estados Unidos realizaram, na madrugada desta quinta-feira (28), um novo ataque contra o Irã, o segundo em apenas três dias. Em resposta, o governo iraniano afirmou ter lançado mísseis contra uma base militar norte-americana na região. O Kuwait informou que interceptou projéteis e drones em seu espaço aéreo.
A escalada aumenta a tensão no Oriente Médio e coloca em risco o já frágil cessar-fogo entre EUA e Irã. Ao mesmo tempo, Israel mantém bombardeios no Líbano, inclusive na capital Beirute, enquanto o Irã cobra o fim das ofensivas israelenses no país vizinho.
Segundo o Comando Central dos EUA, forças americanas derrubaram drones iranianos próximos ao Estreito de Ormuz, área considerada estratégica para o transporte global de petróleo. O Irã reagiu afirmando que o ataque contra a base dos EUA foi uma “resposta direta” às ações militares norte-americanas.
O Kuwait confirmou que suas defesas aéreas interceptaram os mísseis iranianos, enquanto países como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos condenaram a ofensiva iraniana.
No Líbano, os confrontos seguem intensos entre Israel e o grupo Hezbollah. Dados do Ministério da Saúde libanês apontam mais de 3,2 mil mortos e cerca de 9,7 mil feridos desde março.
As negociações diplomáticas continuam sem avanço. O Irã exige o fim das sanções econômicas e a retirada das bases militares dos EUA do Oriente Médio, enquanto Washington cobra maior controle sobre o programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz.


