Uma operação da Polícia Civil contra exploração sexual infantil e pedofilia terminou com a prisão de um casal e o resgate de três adolescentes em Sumaré, na manhã desta sexta-feira, 29 de maio. As vítimas têm entre 14 e 17 anos e são moradoras de Nova Odessa. Segundo a investigação, elas eram aliciadas para programas sexuais em um esquema que funcionava a partir de um bar da cidade.
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De acordo com a Polícia Civil, o homem preso era dono do estabelecimento e usava o local para aproximar as adolescentes dos clientes. Após os encontros serem combinados, as vítimas eram levadas até uma residência onde aconteciam os abusos mediante pagamento.
A operação foi realizada pela Delegacia Seccional de Americana, com apoio da DDM de Sumaré e da Delegacia de Nova Odessa. Mandados de prisão temporária e de busca e apreensão foram cumpridos durante a ação.
No imóvel ligado ao investigado, a Polícia Científica realizou perícia. Segundo os investigadores, o local era utilizado exclusivamente para exploração sexual das adolescentes e possuía materiais pornográficos. A investigação começou depois que a mãe de uma das vítimas procurou a polícia ao descobrir que a filha estava sendo submetida à exploração sexual. A partir da denúncia, os policiais passaram a identificar outras adolescentes envolvidas no esquema.
Segundo o delegado responsável pelo caso, a mulher presa também participava do aliciamento das vítimas. A investigação aponta ainda que ela pedia fotos das adolescentes, possivelmente para oferecer a terceiros. Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que uma das vítimas seria filha da própria mulher presa no caso.
Durante a operação desta sexta-feira, três adolescentes que ainda não haviam sido identificadas foram localizadas pelos policiais. Outras três vítimas já tinham sido reconhecidas ao longo da investigação.
A polícia informou ainda que os programas custavam entre R$ 150 e R$ 200. De acordo com os investigadores, quanto menor a idade da adolescente, maior era o valor cobrado pelos criminosos.
Agora, a Polícia Civil entra em uma nova fase da investigação para identificar os clientes que contratavam os encontros. Segundo o delegado, essas pessoas também poderão responder criminalmente pela exploração sexual das adolescentes. Os dois suspeitos foram levados para a delegacia e permanecem presos à disposição da Justiça.







