BYD coloca o Atto 2 em campo e inaugura uma nova era dos híbridos flex no Brasil

Yuki Japah
Yuki Japah
Um JAPA GRANDE! Jornalista automotivo e apaixonado por carros dos clássicos às novidades, sou o apresentador do Autofoco. Minha missão é mostrar a história, a beleza e a emoção do mundo do automobilismo de um jeito leve… e com uma pitada de bom humor!

O Estádio do Palmeiras, foi o palco escolhido pela BYD para um dos lançamentos mais importantes de sua estratégia no Brasil. E eu tive a oportunidade de acompanhar de perto cada detalhe da apresentação do novo BYD Atto 2 DM-i Flex, modelo que marca a chegada da tecnologia super-híbrida da fabricante chinesa adaptada à realidade brasileira, capaz de rodar com eletricidade, gasolina ou etanol.

Logo na chegada ao estádio, a sensação era de que a BYD preparava algo especial. O ambiente foi cuidadosamente montado para destacar não apenas o novo veículo, mas também a importância do Brasil dentro dos planos globais da montadora e reforçaram durante a apresentação que o País foi escolhido para estrear mundialmente a combinação da tecnologia DualMode 5.0 com um motor flex, algo desenvolvido em conjunto por equipes dos dois países. (China e Brasil)

Ao vivo, o SUV parece maior do que os números sugerem. São 4,33 metros de comprimento, 1,83 metro de largura e 2,62 metros de entre-eixos, medidas que proporcionam uma presença robusta e um excelente aproveitamento interno.

Ao entrar no veículo, a sensação é de estar em um carro de categoria superior. A cabine transmite modernidade e tecnologia em todos os detalhes. O painel digital de 8,8 polegadas trabalha em conjunto com a central multimídia flutuante, que pode chegar a 12,8 polegadas na versão GS. O sistema oferece integração com Apple CarPlay e Android Auto, além de comandos de voz e câmera 360 graus.

A versão GS ainda traz um diferencial importante: o Google Automotive Services embarcado de fábrica, permitindo utilizar Google Maps e Google Assistant diretamente na central multimídia, sem depender do smartphone. Outro destaque fica para o carregador de celular por indução de 50W com ventilação integrada, recurso normalmente encontrado em veículos mais caros.

Durante a apresentação técnica, a BYD revelou números bastante interessantes. O novo sistema híbrido utiliza um motor 1.5 flex associado à consagrada bateria Blade e a um propulsor elétrico que é responsável pela maior parte da tração do veículo. O resultado são até 197 cavalos de potência e 300 Nm de torque combinado na versão GS, permitindo acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 8,4 segundos.

Mas talvez o dado que mais chamou atenção tenha sido a autonomia. Segundo a fabricante, utilizando gasolina, o Atto 2 DM-i pode superar a marca de 1.000 quilômetros de alcance combinado. Já no modo exclusivamente elétrico, a versão GS é capaz de percorrer até 110 quilômetros, permitindo que muitos motoristas realizem praticamente toda a rotina urbana sem consumir uma gota de combustível.

Após a apresentação oficial, chegou o momento mais aguardado da noite. A grande expectativa de qual seria o valor do Atto 2.

Quando a marca revelou o valor de R$ 149.990, ficou evidente a estratégia agressiva da fabricante para o mercado brasileiro. O anúncio arrancou comentários positivos entre os presentes, já que o modelo chega oferecendo um pacote de equipamentos, tecnologia e acabamento difícil de ser encontrado entre os concorrentes na mesma faixa de preço.

Ao deixar o evento, fiquei com uma impressão muito clara: o Atto 2 DM-i Flex tem tudo para ser um divisor de águas no mercado brasileiro. E o motivo vai muito além da tecnologia híbrida ou da autonomia impressionante. O que realmente chama atenção é a relação entre custo e benefício. Por R$ 149.990 na versão de entrada, a BYD entrega um pacote que hoje poucos concorrentes conseguem sequer se aproximar. Estamos falando de um SUV com tecnologia eletrificada, bateria Blade, central multimídia avançada, painel digital, câmera 360°, seis airbags, amplo espaço interno, excelente porta-malas e uma autonomia que pode superar os 1.000 quilômetros.

Quando observamos o mercado atual, muitos modelos posicionados na mesma faixa de preço oferecem menos tecnologia, menos equipamentos de segurança e, em alguns casos, sequer contam com eletrificação. Na prática, a BYD está elevando o nível de exigência do consumidor brasileiro. Na minha opinião, o Atto 2 chega para balançar as estruturas do segmento porque entrega mais do que seus concorrentes diretos pelo mesmo valor ou até por menos. É um daqueles lançamentos que obrigam o mercado inteiro a reagir. Se antes algumas pessoas ainda encontravam motivos para adiar a entrada no universo da eletrificação ou da própria BYD, agora essas justificativas estão cada vez mais difíceis de sustentar.

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