Caso Luanna Alverga: acusado é condenado quase uma década após morte da jovem

De acordo com a sentença, a pena inicial fixada em oito anos de reclusão foi reduzida para seis anos devido ao reconhecimento de circunstâncias atenuantes.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.

O réu Yuri Ramos Coutinho Nóbrega foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto pelo assassinato da namorada, Luanna Alverga Ramalho Barbosa, durante julgamento realizado nesta quinta-feira (11), no Fórum Criminal de João Pessoa.

A decisão foi anunciada após quase 10 horas de júri popular e teve a sentença lida pela juíza Francilucy Rejane de Sousa Mota Brandão. O conselho de sentença reconheceu a prática de homicídio doloso simples com dolo eventual, entendimento que considera que o acusado assumiu o risco de provocar a morte da vítima.

O crime aconteceu em 23 de julho de 2017, no bairro do Róger, na Capital paraibana. Na época, Luanna tinha 20 anos e foi atingida na cabeça por um disparo de espingarda durante uma festa de aniversário realizada na residência de familiares do então namorado.

De acordo com a sentença, a pena inicial fixada em oito anos de reclusão foi reduzida para seis anos devido ao reconhecimento de circunstâncias atenuantes. Entre elas, o fato de Yuri ser menor de 21 anos na data do crime e ter confessado a autoria do disparo.

A magistrada também determinou que o cumprimento da pena ocorra em regime semiaberto, cabendo à Vara de Execuções Penais definir o encaminhamento do condenado para uma unidade prisional adequada ou estabelecer outras condições para a execução da pena.

Réu alegou acidente

Durante a investigação e também em depoimentos prestados à Justiça, Yuri Ramos admitiu ter efetuado o disparo, mas sustentou que a morte ocorreu de forma acidental. Segundo sua versão, ele acreditava que a arma estava descarregada no momento em que a manuseava.

Conforme os autos, o disparo ocorreu dentro da residência do tio do acusado, no Condomínio Arruda Câmara. A denúncia do Ministério Público apontou que a arma utilizada foi uma espingarda calibre 20, pertencente ao familiar.

Apesar da alegação de acidente, um laudo pericial da Criminalística concluiu que o disparo não ocorreu de forma acidental sob o ponto de vista técnico. A perícia indicou que o gatilho foi acionado e que a distância entre o cano da arma e a cabeça da vítima era de aproximadamente 50 centímetros, caracterizando um disparo a curta distância.

Caso teve grande repercussão

A morte de Luanna Alverga gerou forte repercussão em João Pessoa e foi acompanhada ao longo dos últimos anos por familiares e amigos da vítima.

Após o crime, Yuri Ramos se apresentou espontaneamente à Polícia Civil e confirmou ter efetuado o disparo. O Ministério Público denunciou o acusado por homicídio e solicitou, à época, a manutenção da prisão preventiva, além da inclusão de diversos laudos periciais no processo.

Quase nove anos após o crime, o caso foi submetido ao Tribunal do Júri, responsável por julgar crimes dolosos contra a vida. Com a condenação desta quinta-feira, a Justiça conclui uma das etapas mais importantes do processo que apurou a morte da jovem paraibana.

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