Simpósio Internacional movimentou Santos

Eduardo Cabrera
Eduardo Cabrera
Como dizia Chorão: "Eu vim de Santos". Estudante de Jornalismo na Universidade Católica de Santos, sou apaixonado por esporte, música e comunicação. Torcedor do Santos FC, acredito no jornalismo como uma ferramenta para informar, conectar pessoas e contar histórias.
Foto: Reprodução

Profissionais nacionais e internacionais irão se reunir, durante cinco dias, na Unisanta para a realização do 1º SimPEA – Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos, de 9 a 13 de junho. O objetivo é propor soluções e técnicas de pesquisa para a mitigação do problema dos microplásticos em ambientes aquáticos. Estima-se que cerca de 8 milhões de toneladas de plástico cheguem aos oceanos todos os anos. O assunto, que está no centro da crise climática, coloca a Baixada Santista no meio da discussão, pois o sistema estuarino de Santos-São Vicente abriga o segundo rio mais poluído do mundo por microplásticos, o Rio dos Bugres. O simpósio é uma parceria entre o Instituto Ecofaxina e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), com o apoio da Unisanta.

O problema dos microplásticos em escala global já apresenta números bastante alarmantes. Estima-se que hoje seja despejado no mar o equivalente a um caminhão de lixo plástico a cada minuto. Esse material se fragmenta e chega a partículas menores que 5 milímetros, espalhando-se amplamente e sendo encontrado em águas profundas, no solo, em organismos marinhos e até no corpo humano. Em termos de impacto à saúde, estudos canadenses indicam que uma pessoa pode ingerir de 74 mil a 121 mil partículas de microplástico por ano, principalmente por meio da alimentação e da água, o que pode causar doenças e já é considerado um problema emergente de saúde pública.

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No Brasil, um dos maiores levantamentos já realizados sobre o tema, publicado na revista científica Environmental Research, mostrou que 69,3% das praias brasileiras estão contaminadas por microplásticos. Em Santos (SP), a situação é ainda mais crítica: o estuário da cidade foi classificado como um dos mais contaminados do mundo. Em pesquisa realizada pelo Instituto Ecofaxina, em parceria com o IPEN, o Rio dos Bugres foi apontado como o segundo mais poluído por microplásticos do planeta, atrás apenas do Rio Pasur, em Bangladesh.

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