O Tribunal do Júri da Comarca de Lins (SP) condenou, nessa quinta-feira (11), uma mulher pela morte do companheiro em crime que envolveu planejamento, execução brutal e ocultação de cadáver. A sentença determinou 21 anos e 4 meses de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de multa, com execução imediata da pena.
A vítima, um homem de 37 anos, foi morto em Getulina (SP), após ser atraído para uma caminhada durante a madrugada. Conforme os autos processuais, a mulher condenada mantinha um relacionamento extraconjugal com outro envolvido no assassinato e participou tanto do planejamento quanto da execução do crime.
Durante o trajeto, o coautor atropelou a vítima diversas vezes com um veículo. Em seguida, desferiu múltiplos golpes que resultaram na morte do homem. A brutalidade do crime foi reconhecida pelo Conselho de Sentença como qualificadora de crueldade.
Ocultação do corpo
Após o homicídio, os dois réus enterraram o cadáver em uma cova aberta no quintal de uma residência localizada em Guaimbê (SP), na tentativa de impedir a descoberta do crime. O corpo somente foi localizado posteriormente, graças ao trabalho investigativo das forças policiais.
Os jurados acolheram integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público, reconhecendo a autoria e materialidade dos fatos. Foram confirmadas as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O Conselho de Sentença também reconheceu a responsabilidade da mulher pela ocultação de cadáver.
Julgamento
O julgamento ocorreu no plenário do Tribunal do Júri de Lins, para onde foi o processo por decisão do Tribunal de Justiça. A presidência da sessão ficou a cargo da juíza de Direito Ana Flávia Jordão Ramos Fornazari, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Lins.
O Ministério Público foi representado pelo promotor de Justiça da Comarca de Getulina, Rodrigo Nunes Laureano.
O outro envolvido no crime já havia sido julgado e condenado a 26 anos de reclusão.



