Audiência de conciliação pode definir futuro da greve dos servidores de Taubaté nesta segunda (15); entenda

Reunião é vista como uma nova tentativa de encerrar o impasse que já afeta serviços públicos da cidade há quase duas semanas.

Vitor Hugo Fróes
Vitor Hugo Fróes
Jornalista e publicitário formado pela Universidade do Vale do Paraíba, com trajetória construída em rádio, TV e portais de notícias da região. Ao longo da carreira, atuou como repórter, produtor de telejornais e editor web, além de acumular experiências em assessoria de imprensa e marketing digital. Fora das redações, é praticante de artes marciais, apaixonado por viagens e fã de video games.
Justiça obriga manutenção de 70% dos servidores em greve e marca conciliação entre Prefeitura e sindicato em Taubaté
Foto: Lucas Grechi/TV TH+ SBT Vale

A greve dos servidores municipais de Taubaté terá um momento decisivo nesta segunda-feira (15), quando representantes da Prefeitura e do Sindicato dos Servidores participam de uma audiência de conciliação mediada pela Justiça. A reunião é vista como uma nova tentativa de encerrar o impasse que já afeta serviços públicos da cidade há quase duas semanas.

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A audiência ocorre após a categoria rejeitar, em assembleia realizada na quinta-feira (11), a proposta apresentada pela administração municipal durante uma rodada de negociação que durou mais de oito horas na quarta-feira (10). Com a decisão dos trabalhadores, a paralisação foi mantida.

Na negociação, a Prefeitura propôs um reajuste de 2,5% referente à referência salarial de 2026, com pagamento previsto apenas para 2027. O Executivo também reafirmou a proposta de aumento do vale-alimentação, cujo projeto já está em tramitação na Câmara Municipal.

Os servidores, por outro lado, mantiveram a reivindicação de reposição salarial de 9,43%, percentual que, segundo a categoria, corresponde às perdas inflacionárias acumuladas desde o último reajuste concedido, em 2024.

A greve teve início em 2 de junho e chegou ao 11º dia com reflexos principalmente nas áreas da saúde e da educação. Enquanto o sindicato defende a recomposição das perdas salariais, a Prefeitura argumenta que enfrenta limitações financeiras e busca uma alternativa compatível com a situação orçamentária do município.

A expectativa agora é que a audiência desta segunda-feira permita a construção de um acordo entre as partes e abra caminho para o encerramento da paralisação.

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