Conheça o Haiti, próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo 2026

De volta ao Mundial após 52 anos, haitianos vivem momento histórico no futebol do país.

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
Seleção do Haiti – Foto: Reprodução/FIFA

O próximo compromisso da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 será contra um adversário que carrega uma das histórias mais curiosas desta edição do torneio. O Haiti enfrenta o Brasil na sexta-feira (19), na Filadélfia, buscando manter vivo o sonho de avançar às oitavas de final.

Derrotada pela Escócia por 1 a 0 na estreia, a seleção haitiana chega pressionada para o confronto. Além disso, a equipe ocupa atualmente a 85ª colocação do ranking da Fifa, a pior entre todas as seleções participantes do Mundial.

Mas a posição no ranking não resume a trajetória dos chamados Granadeiros.

Um retorno esperado por mais de meio século

A classificação para a Copa do Mundo de 2026 encerrou uma espera de 52 anos para o futebol haitiano. A única participação da seleção no torneio havia acontecido em 1974, na Alemanha Ocidental.

Naquele Mundial, o Haiti caiu em um grupo extremamente complicado, ao lado de Argentina, Itália e Polônia. Apesar das três derrotas, a seleção entrou para a história ao marcar dois gols e protagonizar um dos momentos mais marcantes daquela Copa.

O responsável foi o atacante Emmanuel Sanon, considerado até hoje o maior ídolo do futebol haitiano. Foi dele o gol contra a Itália que encerrou uma sequência de 19 partidas sem sofrer gols do lendário goleiro Dino Zoff.

Até hoje, Sanon segue como o único jogador haitiano a marcar em Copas do Mundo.

Como o Haiti chegou ao Mundial

O retorno ao maior torneio do futebol mundial veio após uma campanha surpreendente nas Eliminatórias da Concacaf.

Na fase decisiva, os haitianos terminaram na liderança de um grupo que contava com Costa Rica, Honduras e Nicarágua. A equipe somou resultados importantes contra adversários mais tradicionais e garantiu a vaga com uma rodada de antecedência.

A classificação foi comemorada como um feito nacional e rapidamente se transformou em um dos maiores acontecimentos esportivos recentes do país.

O comandante da seleção

O responsável pela reconstrução da equipe é o técnico francês Sébastien Migné, de 52 anos.

No comando desde março de 2024, ele liderou todo o processo que culminou com a classificação para a Copa. Antes de assumir o Haiti, acumulou experiências em seleções africanas como Quênia, Togo, Congo e Guiné Equatorial.

Ao chegar ao país, declarou que o objetivo era “escrever uma nova página na história do futebol haitiano”. Dois anos depois, conseguiu recolocar a seleção entre as participantes de uma Copa do Mundo.

Quem são os destaques do Haiti?

Sem estrelas do nível das grandes seleções, o Haiti aposta em um elenco competitivo e acostumado às disputas da Concacaf.

O principal nome da equipe é o atacante Frantzdy Pierrot, referência ofensiva e um dos jogadores mais experientes do grupo.

Outro atleta importante é o volante Danley Jean Jacques, responsável pela organização do meio-campo e pela saída de bola.

A seleção também conta com jogadores que atuam em ligas da França, Bélgica, Estados Unidos e países do Caribe, formando uma equipe marcada pela força física, velocidade e intensidade.

O que está em jogo contra o Brasil?

Após a derrota para a Escócia, o Haiti precisa pontuar para seguir vivo na disputa por uma vaga nas oitavas de final.

O Grupo C conta com Brasil, Marrocos, Escócia e Haiti. Os haitianos ainda enfrentarão os marroquinos na última rodada, mas sabem que um resultado positivo diante da Seleção Brasileira pode mudar completamente o cenário da chave.

Para o Brasil, o confronto representa a oportunidade de conquistar a primeira vitória no torneio após o empate com Marrocos. Para o Haiti, é a chance de tentar produzir um dos maiores resultados de sua história recente.

Mais do que um adversário teoricamente inferior, a seleção haitiana chega à Copa carregando uma trajetória de superação, um retorno histórico ao Mundial e o sonho de transformar uma participação já marcante em uma campanha inesquecível.

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