Encontro de Educação Ambiental da UEPB encerra programação nesta quinta-feira (18)

Com o tema “Caatinga: conservar, educar e florescer”, o evento reúne especialistas, pesquisadores, estudantes e comunidade em uma programação voltada à preservação ambiental, sustentabilidade e valorização do único bioma exclusivamente brasileiro.

Carlos Rocha
Carlos Rocha
Nascido em 1988, em Guarulhos (SP), Carlos Rocha é filho de paraibanos e vive em João Pessoa desde o início dos anos 2000. Graduado em Administração de Empresas pela Faculdade Paraibana, ingressou posteriormente no curso de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).Atua no jornalismo digital desde 2013, com passagens por importantes veículos de comunicação da Paraíba. Na TH+ SBT Tambaú, trabalhou nas áreas de Marketing, Reportagem e Produção de Conteúdo Multimídia.Sua atuação é voltada principalmente para política, cidades e temas de interesse público, sempre com foco na apuração rigorosa e na produção de conteúdo de qualidade. Além do jornalismo, é apaixonado por leitura, cinema, séries e cultura pop.
Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) | Foto: Reprodução

O 3º Encontro de Educação Ambiental, promovido pelo Jardim Botânico Professor Ivan Coelho Dantas, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), chega ao último dia nesta quinta-feira (18), em Campina Grande. Com o tema “Caatinga: conservar, educar e florescer”, o evento reúne especialistas, pesquisadores, estudantes e comunidade em uma programação voltada à preservação ambiental, sustentabilidade e valorização do único bioma exclusivamente brasileiro.

Realizado dentro das comemorações pelos 60 anos da UEPB e do sétimo aniversário do Jardim Botânico, o encontro promove reflexões sobre os desafios ambientais contemporâneos e o papel da Caatinga na promoção da qualidade de vida, da conservação da biodiversidade e do desenvolvimento sustentável.

Ao longo da programação, os participantes acompanham palestras, oficinas, mesas-redondas, rodas de conversa, apresentação de trabalhos científicos e distribuição de mudas, em atividades realizadas no Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS), no Câmpus I da universidade.

Nesta reta final do evento, a temática da sustentabilidade no Semiárido ganhou destaque em debates que abordaram temas como o reuso da água, a importância das abelhas nativas para a preservação da Caatinga e o potencial socioeconômico das frutíferas nativas do bioma.

A pesquisadora Mariana Medeiros Batista, do Instituto Nacional do Semiárido (INSA), destacou que o reaproveitamento da água representa uma alternativa importante para a convivência com as condições climáticas da região. Segundo ela, a prática contribui para ampliar a disponibilidade hídrica, fornecer nutrientes ao solo e gerar oportunidades de renda para agricultores.

Outro tema debatido foi o papel das abelhas nativas na manutenção da biodiversidade da Caatinga. Durante a programação, a professora Janaína Mendonça Soares ressaltou a relevância desses insetos para a polinização das espécies vegetais e para o fortalecimento de cadeias produtivas ligadas à produção de mel.

Também foram discutidos os potenciais, desafios e oportunidades relacionados às frutíferas da Caatinga. O pesquisador Renato Pereira Lima, do INSA, defendeu o fortalecimento de políticas públicas capazes de incentivar o aproveitamento sustentável dessas espécies, ampliando as possibilidades de desenvolvimento econômico na região.

Além dos debates, a programação inclui oficinas sobre sementes da Caatinga, paisagismo com espécies nativas, produção de mudas arbóreas, plantas medicinais, além de atividades voltadas ao estudo dos solos característicos do bioma.

Para o coordenador do Jardim Botânico, Arnaldo Bezerra de Menezes, o encontro reforça o papel da instituição na promoção da educação ambiental e da conservação da biodiversidade. Segundo ele, o equipamento consolidou-se ao longo dos últimos anos como referência na pesquisa e preservação da Caatinga.

Criado em 2019, o Jardim Botânico Professor Ivan Coelho Dantas desenvolve projetos voltados à conservação ambiental e integra redes nacionais e internacionais de jardins botânicos. Entre as iniciativas em andamento está o Projeto Cumaru, que busca preservar a Amburana cearensis, espécie nativa da Caatinga atualmente ameaçada de extinção.

Com o encerramento previsto para esta quinta-feira (18), o encontro reafirma a importância da educação ambiental como ferramenta para estimular a conservação dos recursos naturais e fortalecer o debate sobre o futuro sustentável do Semiárido brasileiro.

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