Médico perde R$ 150 mil em golpe do falso advogado

Vítima acreditou estar em contato com o seu advogado para liberar indenização de R$ 17 mil de um processo antigo.

Imagem Ilustrativa

Um médico de 38 anos, morador do bairro Higienópolis, em Araçatuba, foi vítima de um golpe milionário aplicado via WhatsApp. A ocorrência foi registrada na noite dessa quarta-feira (17), na Central de Polícia Judiciária (CPJ) da cidade. Os criminosos, passando-se por advogados e representantes da Justiça, conseguiram extorquir aproximadamente R$ 150 mil da vítima, no conhecido golpe do falso advogado.

De acordo com o boletim de ocorrência, o golpe começou quando o médico passou a receber mensagens de indivíduos que se identificaram como seu advogado, que é de São José do Rio Preto. O falso profissional informou que uma ação judicial iniciada em 2021, referente a um empreendimento, havia sido julgada procedente e que a vítima teria direito a um crédito de cerca de R$ 17.000,00.

Para dar veracidade à fraude, os estelionatários enviaram diversas mensagens, documentos e supostos protocolos processuais. Eles alegaram que, para viabilizar a liberação do valor, seria necessário o pagamento prévio de custas, taxas e outras despesas judiciais.

STJ

Outro indivíduo entrou em contato com o médico, apresentando-se como representante do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Este suposto funcionário reforçou as informações transmitidas anteriormente e encaminhou novos protocolos falsos, além de instruções detalhadas para a realização de transferências via PIX e pagamentos de boletos bancários.

Os criminosos também informaram que o crédito seria liberado por meio de uma conta vinculada à instituição financeira Sicredi, destinada a receber os valores supostamente devidos ao médico.

Acreditando na autenticidade dos contatos e dos documentos apresentados, a vítima realizou diversas transferências e pagamentos ao longo dos dias. Somente após acumular um prejuízo financeiro estimado em R$ 150.000,00, o médico percebeu que havia caído em um golpe.

Estelionato

A Polícia Civil registrou o caso como estelionato mediante fraude eletrônica (art. 171, § 2º-A, do Código Penal). A pena para este crime varia de 4 a 8 anos de reclusão, além de multa.

Alerta

A vítima informou os números de telefone utilizados pelos golpistas — com DDDs 11 e 33 — e se comprometeu a apresentar os comprovantes das transferências e pagamentos para auxiliar na investigação. O caso será remetido para a unidade policial responsável pela investigação de crimes cibernéticos e estelionatos na região.

Autoridades policiais alertam a população sobre a crescente onda de golpes envolvendo falsos advogados e falsos servidores da Justiça. A orientação é nunca realizar pagamentos prévios para a liberação de valores de processos judiciais sem antes confirmar a informação pessoalmente ou por canais oficiais com o advogado constituído e nos tribunais correspondentes.

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