Uma operação da CPFL Paulista com apoio do Polícia Civil e Científica, flagrou irregularidades em diversos estabelecimentos comerciais da cidade de Franca.
De acordo com a agência, fraudes no registro de consumo de duas adegas, um açougue, um posto de combustíveis e uma clínica médica, foram identificadas.
Quatro pessoas, responsáveis pelos estabelecimentos, foram encaminhadas para delegacia.
Ainda segundo as inforamações da distribuidora, todas as unidades inspecionadas tiveram os sistemas de medição regularizados pelas equipes técnicas.
A CPFL agora trabalha no cálculo do volume de energia que foi consumido de forma irregular para cobrar os valores retroativos dos responsáveis, além de adotar as medidas administrativas e legais cabíveis.

A concessionária informou que as fiscalizações fazem parte de uma estratégia contínua para reduzir perdas comerciais e aumentar a segurança da rede elétrica.
Para identificar essas fraudes, a empresa utiliza ferramentas de inteligência artificial e sistemas de medição blindada instalados em grandes consumidores.
O furto de energia, conhecido como “gato”, é crime previsto no Código Penal, com pena de um a quatro anos de reclusão.
Além do prejuízo financeiro e das sanções criminais, os envolvidos estão sujeitos à cobrança integral da energia utilizada sem registro.
A manipulação de medidores e as ligações clandestinas comprometem a confiabilidade do sistema elétrico, podendo provocar oscilações, queima de equipamentos e interrupções no fornecimento em áreas inteiras.
A prática também expõe a população a riscos graves, como choques elétricos e incêndios.
Esse tipo de irregularidade também impacta o bolso dos demais consumidores.
Segundo a CPFL, isso ocorre porque parte das perdas decorrentes de furtos de energia é considerada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nos processos de revisão tarifária das distribuidoras.


