EUA dominam a Austrália e ficam a um passo do mata-mata da Copa

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Foto Alex/Images Esporte News Mundo

Sob o sol de Seattle, EUA dominam a Austrália e ficam a um passo do mata-mata da Copa

Com o brilho do sol de Seattle como testemunha, a seleção dos Estados Unidos provou nesta sexta-feira (19) que não quer ser apenas uma anfitriã cortês na Copa do Mundo de 2026. Em uma atuação de muita intensidade, especialmente na primeira etapa, os donos da casa despacharam a Austrália por 2 a 0 e colocaram um pé e quase o outro nas oitavas de final do torneio.

A vitória, pavimentada por um gol contra de Burgess e uma testada de Freeman, deixa os americanos reinando absolutos no Grupo D, com 100% de aproveitamento e seis pontos na bagagem. O passaporte para a próxima fase pode ser carimbado matematicamente ainda na madrugada deste sábado (20), caso o duelo entre Turquia e Paraguai termine empatado.

O roteiro do jogo: do susto ao domínio

A partida, no entanto, começou com ares de suspense. Logo no primeiro giro do relógio, o australiano Touré testou os reflexos do goleiro Freese, que precisou intervir com firmeza para evitar uma surpresa precoce. Mas o susto serviu apenas como despertador para a equipe americana, que rapidamente impôs sua voltagem e assumiu o controle das ações.

Curiosamente, a sorte voltou a sorrir para os EUA da mesma forma que na estreia: com uma “ajudinha” adversária. Aos 11 minutos, Balogun rasgou a defesa pela ala esquerda, chegou à linha de fundo e cruzou venenosamente rasteiro. O zagueiro Burgess não conseguiu desviar o corpo a tempo e acabou empurrando a bola contra as próprias redes.

Com o placar favorável, os americanos ditaram o ritmo. Jogando de forma incansável, a equipe sufocou os adversários e foi recompensada aos 43 minutos com uma jogada de laboratório. Após uma falta ensaiada, Dest arriscou um chute da entrada da área; a bola pipocou na marcação, ganhou altura e encontrou o zagueiro Freeman. Mostrando impulsão invejável, ele subiu mais que o goleiro Beach e mandou para o fundo do gol. O grito da torcida chegou a ser sufocado por um impedimento assinalado no campo, mas a cabine do VAR agiu rápido para confirmar a legalidade do lance.

Na volta do intervalo, o técnico australiano Tony Popovic percebeu que precisava ir para o tudo ou nada. Promovendo três substituições logo de cara e mais uma antes dos 15 minutos, ele empurrou a Austrália para o campo ofensivo.

O que se viu no segundo tempo foi uma verdadeira blitz amarela e verde. Liderada pelos insistentes cruzamentos de Volpato pelo flanco direito, a Austrália rondou a área americana por quase 45 minutos. O domínio territorial, no entanto, foi estéril. Faltou criatividade e contundência para furar a sólida linha defensiva dos donos da casa, que administraram o resultado com frieza.

Mesmo com o revés, a Austrália ainda respira aliviada no torneio. Estacionada nos três pontos, a equipe segue com chances reais de avançar.

O ato final do Grupo D promete emoções para a próxima quinta-feira (25). Embalados e jogando com o apoio de sua torcida, os Estados Unidos viajam a Los Angeles para medir forças com a Turquia. Simultaneamente, em Santa Clara, a Austrália fará um duelo de vida ou morte contra o Paraguai.

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