O que disseram testemunhas à polícia sobre discussão que terminou em morte na Paraíba?

O caso teve grande repercussão após o crime registrado na saída de uma festa privada de São João, em Lagoa Seca, no Agreste paraibano.

À esquerda, o engenheiro Rubens Fernando da Costa Filho, de 29 anos; à direita, o empresário Christian Dantas, suspeito de cometer o crime. Foto: Divulgação

A Justiça da Paraíba decretou, nesta segunda-feira (22), a prisão preventiva do empresário Christian Medeiros Veiga Dantas Costa, acusado de matar Rubens Fernando da Costa Filho na saída da festa Soul João, realizada na zona rural de Lagoa Seca, no Agreste paraibano, no domingo (21).

De acordo com depoimentos colhidos pela Polícia Civil, a vítima teria sido atingida quando já deixava o evento, após um desentendimento ocorrido durante a festa envolvendo pessoas do círculo pessoal dos envolvidos.

A médica Cinthya Alves, namorada da vítima, relatou que a confusão teve início após a chegada de Larissa Maria, ex-companheira de Rubens e atual namorada do suspeito. Segundo ela, houve provocações ao longo da noite, mas o casal teria optado por não reagir.

Em depoimento, Cinthya afirmou que, já no fim da festa, o empresário teria iniciado agressões físicas. “Christian iniciou agressões físicas contra Rubinho, desferindo-lhe socos”, relatou à polícia.

A cirurgiã-dentista Camylla Alves, irmã de Cinthya, apresentou versão semelhante e afirmou que também foi agredida durante a confusão. Segundo ela, após a intervenção de seguranças e populares, o grupo deixou o local.

Outra testemunha, Temístocles Marinho, relatou que o ataque ocorreu já na área de dispersão do evento, quando a vítima caminhava em direção à saída. Ele afirmou que houve disparos de arma de fogo e que a vítima caiu imediatamente após ser atingida.

Já o amigo de infância da vítima, Robert Douglas, declarou que não havia nova discussão no momento do crime e que o ataque ocorreu de forma repentina na saída da festa.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito foi detido após o ocorrido por policiais militares que estavam nas proximidades do evento. A investigação segue em andamento para esclarecer a dinâmica completa do caso e eventuais responsabilidades.

O caso repercute no Agreste paraibano e mobiliza as autoridades de segurança pública, que tratam a ocorrência como homicídio ocorrido em contexto de evento festivo.

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