Cinco dias após reinauguração, banheiros da UPA São José têm torneiras furtadas

Sanitário masculino e sanitário PCD tiveram os materiais levados; responsáveis podem ser responsabilizados criminalmente se forem identificados

Samuel Silva
Samuel Silva
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Liberada para a população na última sexta-feira, 19 de junho, após reforma e ampliação, a recepção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São José teve as torneiras furtadas de dois banheiros na madrugada desta terça-feira, 23.

Os sanitários masculino e PCD tiveram materiais levados, e foi necessário interditá-los. A equipe de manutenção já está atuando, e a conclusão da manutenção está prevista para esta quarta-feira, 24.

Furto é crime. Quando é possível identificar o autor, o caso é encaminhado para registro na Polícia Civil, para responsabilização criminal, e também pode ser determinado o ressarcimento do prejuízo.

As unidades de saúde da Rede Mário Gatti registram uma média de 10 manutenções de banheiros por dia, e os principais motivos são furtos, vandalismo e mau uso.

Em um período de 14 meses, entre 26 de junho de 2024 e 19 de agosto de 2025, foram abertas 4.356 ordens de serviço para reparos no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, no Hospital Ouro Verde, na Unidade Pediátrica Mário Gattinho, nas UPAs e no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

As principais causas das ocorrências são:

  • entupimentos de vasos sanitários ocasionados pelo descarte inadequado de papéis e outros objetos, como fraldas e talas;
  • furtos de itens como torneiras, assentos sanitários, suportes para papel higiênico e toalha;
  • atos de vandalismo.

Impactos

Essas ações têm gerado impacto operacional relevante, comprometendo temporariamente o uso regular das instalações e gerando necessidade de pronta atuação das equipes de manutenção.

O custo médio estimado para cada reparo é de aproximadamente R$ 495,00, considerando materiais, mão de obra e demais insumos necessários para o restabelecimento das condições adequadas de uso.

Projeto Mãos que Preservam

Diante da recorrência dos fatos, a Rede Mário Gatti tem adotado medidas preventivas e de conscientização, a fim de reduzir prejuízos ao erário e assegurar a adequada prestação dos serviços à população.

As ações são realizadas pelo Projeto Mãos que Preservam, que visa estimular o senso de pertencimento e reconhecimento por parte dos usuários, como forma de incentivar o cuidado, a conservação e o uso consciente dos espaços públicos de saúde.

Entre as iniciativas incluídas no projeto estão:

  • distribuição de folders em locais de ampla circulação de colaboradores e usuários, como elevadores, copas, refeitórios e relógios de ponto;
  • distribuição de materiais para interação com o público, com perguntas sobre a conservação dos espaços;
  • palestras educativas;
  • divulgação das ações pelo setor de comunicação.

“A conservação física desses espaços reforça os significados de dignidade, cuidado e valorização, refletindo o respeito ao local e à sua representatividade como símbolo da saúde pública”, explica a Coordenadoria de Humanização da Rede Mário Gatti.

O projeto é realizado pela Humanização, com apoio dos setores de Obras e Ambiência, Hotelaria e Engenharia Clínica.
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