O homem apontado como principal suspeito de matar a companheira, Viviane Maria da Silva Vicente, de 24 anos, em Guaratinguetá, foi preso na noite de quinta-feira (25) em uma pousada na cidade de Iracema, no Ceará.
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Segundo a família da vítima, Roque Aquino de Jesus estava escondido no local. Ele foi detido e deverá ser transferido para São Paulo, onde responderá pela investigação de feminicídio.
Viviane foi encontrada morta dentro de casa na noite de terça-feira (23), após familiares estranharem o fato de ela não ter ido ao trabalho nem responder mensagens e ligações. O corpo estava em um dos cômodos da residência, parcialmente coberto por um tapete.
Em entrevista concedida ao repórter Rauston Naves, da TV TH+ SBT Vale, antes da confirmação da prisão, a irmã da vítima, Vitória da Silva, contou que a família passou a desconfiar do desaparecimento porque Viviane nunca costumava faltar ao trabalho sem avisar.

Segundo ela, mesmo após o crime, o companheiro continuou mantendo contato com os familiares como se nada tivesse acontecido e pediu que as crianças fossem buscadas na escola.
“Ele continuou entrando em contato com a gente como se tivesse tudo normal, como se ela ainda estivesse viva”, afirmou.
Vitória contou ainda que a suspeita aumentou quando a filha mais velha do casal entregou a chave da casa à tia, dizendo que o pai havia mandado entregá-la. Sem notícias de Viviane, familiares foram até a residência e encontraram o corpo da jovem.

A irmã também relatou que o relacionamento era marcado por ciúmes e comportamento controlador por parte do suspeito. Segundo ela, Viviane havia conquistado independência financeira após começar a trabalhar em Guaratinguetá, o que teria provocado conflitos no casal.
Emocionada, Vitória disse que agora cuida dos dois filhos de Viviane, de 5 anos e 1 ano e 8 meses, que ainda não sabem da morte da mãe.
“Ele destruiu não só a vida dele, ele conseguiu destruir uma família inteira. O que a gente quer agora é justiça”, declarou.
Com a prisão de Roque Aquino de Jesus, a investigação entra em uma nova fase. A Polícia Civil apura as circunstâncias do crime e trabalha para concluir o inquérito.


