O inverno começou oficialmente em 21 de junho e trouxe mudanças nas condições climáticas na Paraíba, com queda nas temperaturas, aumento dos ventos e chuvas mais frequentes, principalmente no Litoral do estado.
No Litoral paraibano, o período é marcado por maior umidade, ventos mais intensos e sensação térmica mais amena. Já no interior, especialmente em regiões serranas e de maior altitude, as temperaturas tendem a ser mais baixas dentro do padrão climático do Nordeste.
Com as mudanças típicas da estação, há aumento na incidência de doenças respiratórias, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.
Segundo especialistas, o período favorece a circulação de vírus e o agravamento de quadros já existentes devido a fatores como:
- Maior permanência em ambientes fechados
- Variações bruscas de temperatura
- Aumento da poluição do ar
- Maior circulação de vírus respiratórios
Entre os vírus mais associados a esse período estão o influenza, o vírus sincicial respiratório e o rinovírus, que tendem a ter maior circulação em meses mais frios.
Principais doenças do período
As doenças respiratórias mais comuns nesta época incluem gripe, resfriado, sinusite, bronquite, rinite, asma, laringite, faringite, otite e pneumonia.
- Gripe (influenza): é uma infecção viral contagiosa que atinge as vias respiratórias. Os sintomas mais comuns incluem febre, tosse seca, dor no corpo, dor de garganta e dor de cabeça;
- Resfriado: costuma ter evolução mais leve, com coriza, espirros, congestão nasal e mal-estar, geralmente com recuperação em cerca de uma semana;
- Sinusite: ocorre pela inflamação dos seios da face e pode provocar dor facial, congestão nasal e dor de cabeça;
- Bronquite: afeta os brônquios e pode causar tosse persistente, chiado no peito e dificuldade para respirar;
- Rinite: em geral de origem alérgica, se manifesta por espirros frequentes, coriza e nariz entupido;
- Asma: é uma condição crônica que pode ser agravada por infecções e mudanças climáticas, causando falta de ar, tosse e chiado no peito;
- Laringite: é a inflamação da laringe. Afeta a voz e pode provocar rouquidão, além de tosse seca;
- Faringite: é a inflamação da faringe. Provoca dor e irritação na garganta, dificuldade para engolir e febre (em alguns casos);
- Otite: inflamação no ouvido frequentemente associada a infecções respiratórias. Além da dor no ouvido, pode causar febre, redução da audição e secreção no ouvido (em alguns casos);
- Pneumonia: é considerada uma das infecções mais graves do trato respiratório, podendo causar febre alta, dor no peito, tosse com secreção e dificuldade para respirar e mal-estar.
Cuidados e prevenção
Entre as recomendações para reduzir o risco de contágio e agravamento das doenças respiratórias estão manter ambientes ventilados e iluminados, evitar aglomerações e reforçar a higiene das mãos.
Profissionais também orientam que ambientes fechados e escuros sejam evitados, já que favorecem a proliferação de ácaros e fungos. A limpeza regular de roupas de cama e a exposição dos ambientes à luz solar são medidas preventivas adicionais.
Outros cuidados incluem hidratação adequada, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, evitar o tabagismo e cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar. O uso de máscara em locais fechados também é recomendado em períodos de maior circulação viral.


