Uma operação conjunta realizada nesta sexta-feira (3) em Piracicaba resultou na prisão em flagrante de um empresário de 32 anos suspeito de comercializar produtos falsificados em três estabelecimentos comerciais da cidade. A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio da Unidade de Polícia Judiciária Agrupada (UPJA) de Piracicaba, com apoio da Guarda Civil Municipal (GCM) e do Grupo de Proteção às Marcas (BPG).
De acordo com as informações apuradas durante a operação, mais de 1.500 produtos com indícios de falsificação foram apreendidos. Entre os itens recolhidos estão peças de vestuário, calçados, relógios, acessórios e artigos esportivos que ostentavam, de forma irregular, marcas nacionais e internacionais de grande notoriedade.
Operação identificou comércio irregular de produtos esportivos e camisetas da Seleção Brasileira
A investigação teve início após um trabalho integrado entre a Polícia Civil e representantes do Grupo de Proteção às Marcas, organização dedicada ao combate à pirataria, contrabando e concorrência desleal. A partir das apurações, foram identificados estabelecimentos suspeitos de comercializar mercadorias contrafeitas em Piracicaba.
Durante a fiscalização, chamou a atenção das equipes a grande quantidade de produtos relacionados ao universo do futebol e a grandes competições esportivas. Entre os materiais apreendidos estavam camisetas da Seleção Brasileira, uniformes de clubes nacionais e internacionais, além de outros artigos temáticos ligados à Copa do Mundo.
Segundo estimativas preliminares apresentadas pelos investigadores, o valor de mercado das mercadorias apreendidas pode ultrapassar R$ 340 mil.
Conforme informações repassadas por representantes das marcas afetadas, uma camisa falsificada da Seleção Brasileira pode ser adquirida por comerciantes por cerca de R$ 30, sendo posteriormente revendida ao consumidor final por aproximadamente R$ 190.
Da mesma forma, tênis comprados por cerca de R$ 150 podem alcançar valores de venda próximos a R$ 600, evidenciando a elevada margem de lucro obtida por meio da comercialização ilegal.
Além dos prejuízos financeiros causados às empresas legalmente estabelecidas, as autoridades destacam que produtos falsificados oferecem riscos aos consumidores, já que não passam por controles de qualidade, segurança, procedência ou garantia.
O empresário foi preso em flagrante e permaneceu à disposição da Justiça. Enquanto isso, as investigações prosseguem para identificar possíveis outros envolvidos nos estabelecimentos fiscalizados e apurar eventuais crimes relacionados às relações de consumo, propriedade industrial e propriedade intelectual.
Em nota, a Polícia Civil reforçou o compromisso permanente no combate à pirataria, na proteção dos consumidores e no enfrentamento de organizações criminosas que atuam no mercado ilegal, causando impactos à economia formal e à livre concorrência.
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