A definição de Bruno Guimarães como cobrador do pênalti contra a Noruega foi feita pelo técnico Carlo Ancelotti antes da partida, afirmou Vinicius Júnior em entrevista após a derrota por 2 a 1 para a seleção europeia, neste domingo (5).
Com o resultado, o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo nas oitavas de final.
“Não foi decidido na hora. O pênalti é definido antes do jogo. O mister decidiu que o Bruno bateria porque treinou muito bem nos últimos dias. Infelizmente, faz parte do jogo. Fazer ou perder um pênalti é um momento que acontece ali. Espero que isso não manche a carreira dele na seleção”, disse o atacante.
Questionado a respeito de o fato de não ter assumido a cobrança representar uma omissão, Vini afirmou que não fugiu da responsabilidade.
“Não foi diferente desta vez. Eu só quero o melhor para a minha equipe, e entendíamos que o Bruno era o melhor batedor do nosso time hoje [domingo].”
Bruno Guimarães foi o primeiro jogador da seleção brasileira desde Zico a desperdiçar um pênalti durante uma partida de Copa do Mundo. O jogador havia cobrado apenas duas penalidades na temporada 2025/26.
Diante da Noruega, o pênalti para o Brasil foi marcado aos 12 minutos do primeiro tempo, após Matheus Cunha driblar o zagueiro Kristoffer Ajer e sofrer falta dentro da área. Depois de uma breve indecisão sobre quem faria a cobrança, Bruno Guimarães bateu, mas parou no goleiro norueguês Nyland.
“Vinha fazendo uma Copa muito boa. Infelizmente, fui infeliz no pênalti. Tinha estudado muito o goleiro deles, e aquele era o melhor canto para bater. Ele pegou. Enfim, peço desculpas ao torcedor, que sempre acreditou e nos apoiou até o final”, disse o meio-campista após o jogo.
Com a eliminação, a seleção registrou sua pior campanha desde 1990 e igualou o maior jejum de sua história em Copas do Mundo. O Brasil também ampliou o jejum em confrontos de mata-mata contra seleções europeias no Mundial.
Dominado pela França em 2006, eliminado pela Holanda em 2010, constrangido pela Alemanha em 2014, batido pela Bélgica em 2018, castigado pela Croácia em 2022 e superado pela Noruega em 2026, o time canarinho chegará a, no mínimo, 28 anos sem conquistar o título da Copa.
“Nunca a nossa estratégia foi ficar atrás, mas acredito que a Noruega nos surpreendeu. Conseguiram colocar muitos jogadores atrás da linha da bola. Se movimentaram muito bem com o Odegaard, que conseguiu controlar o jogo o tempo todo. Infelizmente, nós não encontramos o momento correto para pressionar. Sair eliminado é muito triste, mas a gente tem que seguir em frente”, concluiu Vini Jr.
LUCIANO TRINDADE, MARCOS GUEDES E MATHEUS DOS SANTOS / Folhapress
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