O Dia Internacional do Chocolate é celebrado anualmente em 7 de julho. De acordo com os registros históricos, a escolha dessa data remete à introdução oficial do produto no continente europeu por volta do século XV, período em que as amêndoas de cacau passaram a ser transportadas a partir das Américas. Inicialmente, o insumo ganhou popularidade estrita entre a aristocracia europeia, sendo tratado como um símbolo de status, riqueza e diferenciação social devido ao seu alto valor de importação. Adicionalmente, no cenário nacional, o dia 26 de março também é instituído como o dia do cacau, voltado à discussão da relevância agrícola e econômica do fruto para o desenvolvimento regional.
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A gênese do chocolate está diretamente vinculada às civilizações pré-colombianas da Mesoamérica, com destaque para os povos maias e astecas. O cacaueiro é uma planta nativa das florestas tropicais das Américas Central e do Sul. Para essas sociedades, as sementes de cacau possuíam valor religioso, medicinal e econômico, operando inclusive como moeda de troca em transações comerciais. O consumo original ocorria sob a forma de uma bebida fria, escura e amarga, denominada “tchocolath”, preparada por meio da trituração das sementes fermentadas e misturada com água e especiarias locais. Após a colonização espanhola no século XVI, o produto foi transportado para a Europa, onde passou por modificações adaptativas ao paladar local, incluindo a adição de açúcar e mel. Posteriormente, o botânico Carlos Linnaeus realizou a classificação científica da planta como Theobroma cacao, termo derivado do grego que se traduz como “alimento dos deuses”.
O cultivo sistemático do cacaueiro no território brasileiro teve início histórico no ano de 1746. As primeiras sementes documentadas foram trazidas da França e plantadas na então Capitania da Bahia, por iniciativa do fazendeiro Antônio Dias Ribeiro. As condições climáticas da região sul baiana, caracterizadas por alta umidade e temperaturas elevadas, favoreceram a adaptação da cultura vegetal. Esse cenário desencadeou uma forte expansão agrícola ao longo do século XIX e início do século XX, consolidando o chamado “Ciclo do Cacau” e estruturando economicamente municípios como Ilhéus e Itabuna. A transição para a produção industrial de chocolate no Brasil ocorreu posteriormente, concentrando-se no eixo das regiões Sul e Sudeste com o estabelecimento de indústrias fundadas por imigrantes europeus a partir do final do século XIX.
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