Pais de meninas são melhores chefes? Veja o que diz pesquisa

A pesquisa foi realizada no Japão e analisou dados do país que mostram que pais que o primeiro filho é uma menina tem mais empatia.

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Foto: prostooleh/Acervo

Vídeos circulando nas redes socias sobre mulheres da geração Z felizes por terem como mentores e chefes homens pais de meninas estão viralizando.

Em um desses vídeos uma influenciadora dos Estados Unidos mostra emoção ao publicar a legenda “Quando o seu mentar da geração X, pai de menina, diz que está orgulhoso de você“.

Essa teoria de que pais de menina seriam melhores chefes pode ser comprovada por uma pesquisa.

Um estudo japonês realizado por duas pesquisadoras da University of Macau e da Waseda University e publicada pela revista científica Public Opinion Quarterly, da Oxford University Press, revela que pais de menina passam a ter mais empatia.

As pesquisadoras analisaram dados de pesquisas nacionais realizadas no Japão ente 2000 e 2018, Japanese General Social Survey (JGSS), com o objetivo de comprovar que homens cujo primeiro filho é menina desenvolvem atitudes mais igualitárias em relação às mulheres e às políticas de igualdade de gênero.

Para chegar a esse resultado foram comparados os comportamentos de dois grupos: pais com primeiro filho menino e pais com primeiro filho menina.

A escolha de estudar o primeiro filho surgiu a partir da ideia de que o primeiro bebê é considerado praticamente aleatório, funcionando como um “experimento natural”.

Após as análises, as pesquisadores chegaram ao resultado de que pais de primeira filha, geralmente, demostram: menor concordância com papéis tradicionais de gênero; maior apoio a políticas voltadas à igualdade entre homens e mulheres; maior apoio a algumas reformas legais relacionadas aos direitos das mulheres.

As autoras interpretam que a convivência com uma filha pode fazer o pai perceber com mais clareza situações de desigualdade enfrentadas por meninas e mulheres, tornando essas questões mais pessoais e concretas.

O estudo também realizou testes de controle (placebo tests).

Com esse teste foi possível verificar se esses se esses pais também mudavam de opinião sobre temas que não tinham relação com gênero, como imigração, posicionamento ideológico, segurança nacional e apoio a partidos políticos, porém não houveram mudanças significativas nesse sentido.

Fortalecendo a hipótese das pesquisadoras de que a mudança observada está ligada especificamente às experiências relacionadas à criação de uma filha, e não a uma mudança geral de personalidade ou posicionamento político.

O estudo mediu apenas atitudes e opiniões declaradas em questionários, não avaliando se essas mudanças foram transformadas em ações concretas.

Apesar dos resultados observacionais terem sidos positivos, a pesquisa ressalta que a hipótese surgi a partir da analise de um grande número de participantes, mas não necessariamente cada homem pai de menina apresentará essas mudanças

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