Ex-comandante da Guarda Municipal de Bayeux deixa a prisão após Justiça revogar preventiva

Investigado por violência doméstica, Kleber Medeiros foi solto mediante medidas cautelares, como proibição de contato com a vítima

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Foto: Reprodução/Prefeitura de Bayeux

O ex-comandante da Guarda Municipal de Bayeux, Kleber Renato Barbosa Medeiros, deixou a prisão na última terça-feira (7), após a Justiça da Paraíba revogar a prisão preventiva. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Alberdan Coelho.

Preso desde fevereiro deste ano por suspeita de violência doméstica, Kleber estava custodiado no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa. Apesar da revogação da prisão, a Justiça determinou o cumprimento de medidas cautelares, incluindo a proibição de manter contato ou se aproximar da vítima e de seus familiares. A decisão também autorizou o retorno do guarda municipal às atividades profissionais.

A prisão preventiva havia sido decretada em fevereiro pela 5ª Vara Mista de Bayeux. Na decisão, a juíza Ana Carolina Tavares Cantalice destacou que a medida era necessária para garantir a ordem pública e assegurar o cumprimento das medidas protetivas concedidas à vítima.

Antes da prisão, Kleber Renato Barbosa Medeiros já havia sido exonerado do comando da Guarda Municipal de Bayeux, em 12 de dezembro de 2025, após recomendação do Ministério Público da Paraíba.

Segundo o Ministério Público, o ex-comandante responde a um processo por violência doméstica em Bayeux e estava submetido a medidas como a proibição de contato com a vítima e a suspensão do porte de arma.

Além das acusações relacionadas ao caso de violência doméstica, o Ministério Público também citou outros elementos analisados no pedido de afastamento do cargo, entre eles suspeitas de comercialização irregular de medicamentos, relatos de agressões contra servidores, uso de viatura oficial para fins particulares e porte ilegal de arma.

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