Prefeito de Sapé vira réu por suspeita de fraude em licitação de combustíveis

Segundo o MPPB, licitação para compra de combustíveis teria sido direcionada para favorecer empresa ligada à campanha do gestor.

Kaliane Vitoria
Kaliane Vitoria
Estudante de Jornalismo na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), é apaixonada por comunicação e pelo futebol. Atualmente, é estagiária no portal Th+ SBT, onde atua na produção de conteúdos jornalísticos. Busca reunir informação, credibilidade e criatividade em todas as suas reportagens.
Prefeito de Sapé, Major Sidney. (Foto: Reprodução)

O prefeito de Sapé, Major Sidney Paiva de Freitas, passou a responder a uma ação penal após o Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aceitar a denúncia apresentada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB). Com a decisão, o gestor se torna réu, mas ainda não foi julgado nem condenado.

A denúncia apura supostas irregularidades em uma licitação para o fornecimento de combustíveis destinados à frota da Prefeitura. Segundo o MPPB, o processo teria sido conduzido para favorecer uma empresa específica, comprometendo a livre concorrência entre os participantes.

De acordo com a investigação, a sessão da licitação foi suspensa porque o pregoeiro, servidor responsável por conduzir o certame, teria apresentado problemas de saúde. No entanto, o Ministério Público afirma que não houve comprovação técnica dessa justificativa. Em seguida, uma nova convocação foi publicada no mesmo dia em que a sessão foi realizada. Para o órgão, a medida desrespeitou o prazo mínimo previsto em lei e dificultou a participação de outras empresas interessadas.

Como consequência, apenas uma empresa participou da disputa e foi declarada vencedora. O MPPB também aponta que informações do Núcleo de Apoio Técnico (NAT) indicam que a empresa forneceu materiais para a campanha eleitoral de Sidney Paiva, o que reforçaria os indícios de direcionamento da licitação.

Ao analisar o caso, o relator Ricardo Vital entendeu que existem indícios suficientes para o prosseguimento da ação penal e rejeitou os pedidos da defesa para arquivar a denúncia. A decisão foi acompanhada por unanimidade pelos demais desembargadores do Órgão Especial do TJPB.

Em nota, a defesa do prefeito afirmou que o recebimento da denúncia representa apenas o início do processo e não significa uma condenação. Os advogados disseram que a regularidade dos atos será demonstrada durante a instrução processual e que o gestor continuará colaborando com a Justiça, mantendo o compromisso com a transparência e a legalidade.

Leia também:

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS