Casos de violações contra mulheres crescem 27% na Paraíba em 2026

Números do Ministério dos Direitos Humanos mostram aumento nos registros em relação ao primeiro semestre de 2025

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.
Violência contra a mulher Foto: Pixabay

A Paraíba registrou um aumento de 27,12% no número de casos de violações de direitos humanos contra mulheres no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e abrangem ocorrências como maus-tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas e outras violações de direitos.

Entre janeiro e junho de 2025, o estado contabilizou 2.857 casos. No mesmo período de 2026, o número subiu para 3.632 registros. Desse total, foram contabilizados 445 protocolos de denúncias efetivados. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, um protocolo pode reunir uma ou mais denúncias registradas pelos usuários da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

Os dados mais recentes, atualizados em 13 de julho de 2026, apontam que a Paraíba soma 3.670 casos registrados até o momento neste ano.

Na capital, João Pessoa, foram registrados 1.192 casos no primeiro semestre de 2026. O número representa um aumento de 48,62% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 802 casos. Até a atualização mais recente do painel, a cidade acumulava 1.211 registros em 2026.

De acordo com a especialista em Direito Penal, Ma. Lianne Macedo Soares, trazer esses números à tona, além de discutir o problema, tem como objetivo buscar soluções e principalmente, oferecer redes de apoio às mulheres.

“Falar de violências de qualquer natureza desperta o debate social e as inquietações das pessoas em geral também contribui para que os órgãos competentes responsáveis por esse contexto realizem ações e criem medidas cada vez mais efetivas contra esses crimes. Além disso, é uma forma de as mulheres encontrarem acolhimento e denunciar os casos de violência”, analisa.

Como pedir ajuda

Segundo a especialista, mulheres em situação de risco podem recorrer aos seguintes canais:

  • Ligar para o 190, da Polícia Militar. Em situações de perigo, uma alternativa é conversar com o atendente como se estivesse fazendo um pedido de delivery, para indicar a necessidade de socorro;
  • Registrar denúncias na Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180;
  • Procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou outra unidade policial para registrar a ocorrência e buscar orientação.

Mais informações sobre os canais de denúncia e atendimento podem ser consultadas no portal oficial do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

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