Casos de violações contra mulheres crescem 27% na Paraíba em 2026

Números do Ministério dos Direitos Humanos mostram aumento nos registros em relação ao primeiro semestre de 2025

ABRH -PB
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A Associação Brasileira de Recursos Humanos da Paraíba (ABRH-PB) foi fundada em 8 de março de 1978 e é afiliada à ABRH-Brasil, que reúne 21 seccionais nas mais importantes regiões do país. Desvinculadas juridicamente e independentes, as seccionais são integradas na missão de promover o desenvolvimento e disseminação de conhecimento nas organizações, através dos seus profissionais de RH e gestores de pessoas por meio de eventos, pesquisas, networking e troca de experiências de boas práticas, contribuindo para uma melhoria socioeconômica em nosso Estado.
Violência contra a mulher Foto: Pixabay

A Paraíba registrou um aumento de 27,12% no número de casos de violações de direitos humanos contra mulheres no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Painel de Dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e abrangem ocorrências como maus-tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas e outras violações de direitos.

Entre janeiro e junho de 2025, o estado contabilizou 2.857 casos. No mesmo período de 2026, o número subiu para 3.632 registros. Desse total, foram contabilizados 445 protocolos de denúncias efetivados. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, um protocolo pode reunir uma ou mais denúncias registradas pelos usuários da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH).

Os dados mais recentes, atualizados em 13 de julho de 2026, apontam que a Paraíba soma 3.670 casos registrados até o momento neste ano.

Na capital, João Pessoa, foram registrados 1.192 casos no primeiro semestre de 2026. O número representa um aumento de 48,62% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 802 casos. Até a atualização mais recente do painel, a cidade acumulava 1.211 registros em 2026.

De acordo com a especialista em Direito Penal, Ma. Lianne Macedo Soares, trazer esses números à tona, além de discutir o problema, tem como objetivo buscar soluções e principalmente, oferecer redes de apoio às mulheres.

“Falar de violências de qualquer natureza desperta o debate social e as inquietações das pessoas em geral também contribui para que os órgãos competentes responsáveis por esse contexto realizem ações e criem medidas cada vez mais efetivas contra esses crimes. Além disso, é uma forma de as mulheres encontrarem acolhimento e denunciar os casos de violência”, analisa.

Como pedir ajuda

Segundo a especialista, mulheres em situação de risco podem recorrer aos seguintes canais:

  • Ligar para o 190, da Polícia Militar. Em situações de perigo, uma alternativa é conversar com o atendente como se estivesse fazendo um pedido de delivery, para indicar a necessidade de socorro;
  • Registrar denúncias na Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180;
  • Procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou outra unidade policial para registrar a ocorrência e buscar orientação.

Mais informações sobre os canais de denúncia e atendimento podem ser consultadas no portal oficial do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.

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