Silvia Satie Takemoto, de 48 anos, e o filho, Pedro Takemoto Arantes Machado, de 15, foram encontrados mortos dentro da casa onde moravam, em um condomínio no bairro Bonfim, em Taubaté, na tarde de segunda-feira (13). O caso é investigado pela Polícia Civil como homicídio e suicídio, mas as circunstâncias das mortes ainda serão confirmadas pelas investigações.
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O que se sabe
Segundo a Polícia Militar, o pai do adolescente encontrou os corpos ao chegar à residência por volta das 12h47. Ele contou que havia deixado o filho no imóvel na noite anterior e estranhou o fato de o adolescente não responder às mensagens enviadas durante a manhã. Ao entrar na casa, que estava destrancada, encontrou as vítimas no andar superior.
O Samu foi acionado, mas os dois já estavam mortos. A perícia constatou que o adolescente apresentava duas lesões provocadas por instrumento perfurocortante, uma no tórax e outra no pescoço. A estimativa inicial é de que as mortes tenham ocorrido durante a madrugada.
No local, a Polícia Científica apreendeu duas facas e três celulares, que passarão por perícia. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML).
O pai informou à polícia que estava em processo de separação da esposa após 26 anos de casamento. Segundo ele, a mulher era enfermeira, estava afastada do trabalho e fazia tratamento para transtorno esquizoafetivo com uso de medicamentos controlados. Ele afirmou acreditar que ela possa ter interrompido o tratamento após a separação.
A síndica do condomínio disse que a família morava no local havia cerca de sete meses e que nunca presenciou discussões ou episódios de violência envolvendo o casal. Imagens das câmeras de segurança mostram o pai deixando o filho na residência na noite de domingo (12) e retornando ao condomínio na tarde de segunda-feira.
O que falta saber
A principal questão a ser esclarecida é a dinâmica das mortes. A Polícia Civil ainda aguarda os laudos do Instituto Médico Legal e da perícia técnica, que devem apontar a causa exata dos óbitos, o horário das mortes e se as facas apreendidas foram utilizadas no crime.
Também serão analisados os celulares recolhidos na residência para verificar mensagens, ligações e outras informações que possam contribuir para a investigação.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou oficialmente a linha investigativa adotada nem confirmou a motivação do caso. O inquérito segue em andamento.
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