A nomeada ‘Operação Sophia’ foi deflagrada nesta terça-feira (14) para desarticular uma organização criminosa que utilizava as redes sociais para compartilhar falsas campanhas de doações utilizando, principalmente, imagens de crianças em tratamento de doenças graves. Ao aplicar o golpe, os criminosos ficavam com o montante que seria destinado para o tratamento das vítimas. Mandados de busca, apreensão e prisão foram cumpridos em cinco estados do país.
COMO O GOLPE FUNCIONAVA?
A fraude investigada pelos agentes consistia em publicações nas redes sociais compartilhando campanhas de doações. Os investigados utilizavam histórias e fotos reais, principalmente de crianças em tratamentos de doenças graves, para chamar atenção das pessoas e pedir doações para supostamente ajudar as pessoas em vulnerabilidade.
Um caso em específico deu início as investigações policiais. Os criminosos utilizaram, sem a permissão dos pais, fotos e vídeos de uma criança que estava fazendo tratamento contra o câncer. Nas publicações, os investigados simulavam uma campanha de doação para ajudar a custear os gastos do tratamento.
Desta forma, com o apelo do público, os criminosos conseguiam induzir as pessoas a doarem em nome das causas. Sites falsos, empresas de fachada e contas de terceiros eram utilizadas pelos criminosos para tentar ocultar rastros do golpe.
INVESTIGAÇÃO
Após a denúncia de uma mãe, que viu a foto da filha em uma das páginas dos criminosos, os policiais iniciaram as investigações para entender como e onde os bandidos agiam. A partir desta análise, os agentes conseguiram mapear o caminho que as doações faziam até a conta dos envolvidos no esquema.
Foi constatado que, apenas na campanha que deu origem à investigação, ao menos R$294,5 mil foram movimentados em transferências bancárias. Em uma empresa, considerada o polo financeiro da organização, mais de R$1,7 milhão foi movimentado apenas no período investigado.
OPERAÇÃO SOPHIA
O nome da operação faz homenagem para a vítima que teve a sua imagem e história utilizada pelos criminosos para realizar um dos golpes que deu origem à investigação. 17 mandados de busca e preensão e 19 de prisão foram cumpridos nos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco para desarticular a organização criminosa. Caso segue sendo investigado.
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