Era terça-feira (14) quando o motorista de aplicativo, José Edson da Silva, atendeu um pedido de corrida com partida do bairro Ribeirão Verde, localizado na zona Leste da cidade. No local, três adolescentes, de 13, 14 e 16 anos, aguardavam o trabalhador.
Entraram no carro e, em seguida, anunciaram um assalto. A corrida havia sido solicitada com a intenção do crime, e assim ocorreu conforme o planejado pelos bandidos mirins.
Durante o crime, Edson sofreu um mata-leão e, por consequência do golpe, perdeu a consciência. Neste momento, os adolescentes descartaram a vítima no Rio Pardo.
Ainda na terça-feira (14), os adolescentes passaram a ostentar o veículo roubado e, sob o status do desaparecimento de José Edson, estes foram abordados pela Polícia Militar em posse do carro HB20.
Indagados sobre a propriedade do veículo, inicialmente o trio bandido afirmou ter adquirido o carro em uma biqueira por R$ 1.5 mil. Em seguida aos depoimentos, os três menores foram liberados.
A família teve acesso ao veículo posteriormente, ainda quando o caso era tratado por desaparecimento, e marcas de sangue espalhadas pelo carro trouxeram o amargor da desesperança. A Perícia coletou materiais e o caso continuou em investigação.
Agentes competentes da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) concluiram dias depois, na sexta-feira (17), que o desaparecimento de José Edson havia envolvimento dos três adolescentes interrogados no início da semana.
Diante da constatação, os jovens foram apreendidos e novamente questionados sobre o caso. Desta vez, assumiram o assalto seguido de morte e indicaram a localização do corpo do trabalhador.
Na mesma tarde, uma equipe do Corpo de Bombeiros mergulhou no ponto de descarte do corpo e localizaram José Edson sem vida. O cadáver foi levado ao IML (Instituto Médico Legal).
Na data seguinte, sábado (18), acontece o velório. Em Sertãozinho, a homenagem póstuma reuniu diversas pessoas e foi marcada por protestos e pedidos por justiça.
Os três bandidos foram detidos e encaminhados à Fundação Casa.


