Anvisa alerta para criminosos usando IA para vender medicamentos e suplementos nas redes sociais

Os criminsos estão usando deepfakes de famosos para produzir vídeos ou aúdios recomendando o uso dos remédios e suplementos.

Giovanna Laranjo
Giovanna Laranjo
Formada em Jornalismo pela PUC-Campinas, atua na produção de conteúdo para mídias digitais, com experiência em televisão e apresentação. Voluntária na Copa do Mundo FIFA Qatar 2022, apaixonada por esportes, música e literatura.
Divulgação/Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma alerta para um golpe que está sendo aplicado nas redes sociais para a venda de remédios e suplementos alimentares.

De acordo com a agência, criminosos estão usando inteligência artificial (IA) para produzir vídeos ou áudios de figuras famosas recomendando o uso de medicamentos ou de suplementos.

A material é feito por manipulação de voz, os chamados deepfakes, com o objetivo de passar credibilidade ao público e impulsionar as vendas dos produtos que muitas vezes são clandestinos ou falsificados. 

A Anvisa alerta também, que mesmo que um famoso realmente recomende o produto, é importante não confiar totalmente no que é dito nas redes sociais: “a saúde humana é algo extremamente sério e um produto indicado para um paciente não serve para toda e qualquer pessoa”.

Se houver orientação médica através das redes sociais ainda é preciso tomar cuidado.

Recentemente conselhos médicos e reportagens investigativas alertarem que anúncios publicitários enganosos têm usado médicos criados por IA para disseminar curas “milagrosas” nas redes sociais, sejam medicamentos, suplementos alimentares ou outros produtos para saúde.    

É sempre importante checar as credenciais, como nome e número do registro, do profissional de saúde no site do conselho profissional daquela categoria.  

A Anvisa lembra ainda que a Resolução 2.336/2023 do Conselho Federal de Medicina (CFM) determina que, ao divulgar conteúdos médicos em redes sociais, o profissional deve se identificar com o número de registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) e estado, além do número RQE, aplicável a profissionais da medicina que possuem especialidade em alguma área de atuação.    

Dicas

No Brasil, medicamentos só podem ser vendidos em farmácias regularizadas pela vigilância sanitária ou em seus sites oficiais.  

“Medicamentos sendo vendidos em redes sociais, sites que não são de farmácias, marketplaces, ambulantes, carros de som ou pessoas duvidosas nas redes sociais? Tá tudo errado!”, alerta a Anvisa.

Suplementos vendidos para tratar ou curar problemas de saúde pode ser golpe, esses produtos “são destinados a pessoas saudáveis, para a suplementação de nutrientes, substâncias bioativas, probióticos ou enzimas, não sendo admitido veicular alegações de cura, tratamento e prevenção de doenças ou agravos”.   

Além da propaganda enganosa, esses produtos podem ser clandestinos ou falsificados.

Soluções naturais

Os anúncios em que os produtos são 100% naturais também podem ser enganosos.

A agência informa que medicamentos fitoterápicos, obtidos a partir de plantas medicinais, podem provocar problemas à saúde quando usados de forma errada e precisam estar regularizados pela Anvisa.

“Importante: o uso de substâncias que não passaram por avaliação da Anvisa pode provocar riscos graves à saúde. Sem essa avaliação, não há garantias sobre a segurança para uso humano ou sobre a eficácia (no caso de medicamentos). Produtos comercializados como “químicos experimentais” ou para “fins de pesquisa” NÃO podem ser vendidos. A utilização dessas nomenclaturas é, na maioria das vezes, uma tentativa de enganar o consumidor”, finaliza o alerta.

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