Após a realização de todos os exames técnicos previstos, o Instituto de Medicina Legal (IML) finalizou os procedimentos relacionados ao caso da médica francesa Chantal Etiennette Dechaume, de 73 anos, e autorizou a entrega do corpo aos familiares ou responsáveis legais.
De acordo com o diretor do órgão, Flávio Fabres, as análises incluíram a perícia no local da morte violenta, o exame necroscópico e avaliações complementares feitas durante a investigação. Com a conclusão dessas etapas, o IML informou que não há mais procedimentos pendentes para a liberação do corpo.
Chantal Dechaume foi encontrada morta no dia 11 de março, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. O corpo da médica estava dentro de uma mala, que havia sido incendidada.
As autoridades informaram que Chantal foi assassinada pelo seu namorado, Altamiro Rocha dos Santos, de 59 anos, que também foi encontrado sem vida na quinta-feira (12), no bairro João Agripino. O caso foi tratado como feminicídio, e as circunstâncias da morte do homem ainda estão sendo apuradas. Ele foi encontrado decapitado. As apurações indicaram que o homem mantinha um relacionamento com a idosa desde a pandemia.
Além disso, um outro indivíduo foi identificado nas imagens de câmeras de segurança como responsável por atear fogo no corpo de Chantal. Conforme as investigações, ele seria um homem em situação de rua que aceitou realizar o ato em troca de drogas, após um acordo com o namorado da vítima.


