Gaeco denuncia delegado e dois policiais por suposto esquema de desvio de drogas na Paraíba

Denúncia do Gaeco também solicita prisão preventiva dos investigados e indenização de R$ 1 milhão por danos morais coletivos

Yasmim Pessoa
Yasmim Pessoa
Jornalista formada há quase 10 anos pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com trajetória em jornalismo político, hard news e mídias digitais, integra atualmente a equipe do portal TH+ João Pessoa. Curiosa e atenta aos movimentos do cotidiano, encontra no universo latino uma de suas principais inspirações. Acredita na rebeldia da comunicação como força para contar histórias, informar com responsabilidade e dar visibilidade a diferentes vozes.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), apresentou denúncia à Justiça contra o delegado Braz Morroni e os policiais civis Everton Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito. Eles são investigados por suposta participação em um esquema de desvio de drogas.

Na ação penal, o Gaeco solicita que os três sejam condenados pelos crimes de furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual. O órgão também requer a perda dos cargos públicos ocupados pelos denunciados, a conversão das prisões temporárias em preventivas e a condenação ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

A denúncia tem como foco um suposto esquema de desvio de drogas ocorrido durante uma operação policial realizada em João Pessoa, em outubro de 2025.

Conforme a denúncia, os investigados teriam utilizado informações sobre imóveis onde havia armazenamento de entorpecentes para realizar incursões policiais. A acusação sustenta que parte da droga localizada nessas ações teria sido desviada, enquanto apenas uma fração do material apreendido era oficialmente registrada.

Para embasar a denúncia, o Ministério Público afirma ter reunido elementos obtidos durante a investigação, entre eles a análise de aparelhos celulares, dados de geolocalização da viatura utilizada nas diligências, quebras de sigilos telemático, bancário e fiscal, além de monitoramento dos investigados, documentos e depoimentos.

Até a publicação desta reportagem, a defesa dos denunciados não havia se pronunciado sobre o caso.

As investigações conduzidas pela Polícia Civil resultaram, em 16 de junho, no indiciamento do delegado Braz Morroni e dos agentes Everton Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge Ferreira do Egito, o “Mão Branca”. Na conclusão de um dos inquéritos, a autoridade policial também solicitou à Justiça a conversão das prisões temporárias dos três em preventivas.

Os investigados seguem detidos no Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.

Em outro desdobramento do caso, a Justiça da Paraíba autorizou, na última quinta-feira (23), a substituição da prisão temporária de Vanessa Dantas Fernandes por prisão domiciliar. Apontada pela investigação como responsável por movimentações financeiras relacionadas ao suposto esquema, ela deverá cumprir uma série de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de manter contato com os demais investigados.

Leia também:

COMPARTILHAR:

Participe do grupo e receba as principais notícias de Campinas e região na palma da sua mão.

Ao entrar você está ciente e de acordo com os termos de uso e privacidade do WhatsApp.

NOTÍCIAS RELACIONADAS