A Polícia Civil de Birigui (SP) esclareceu, nesta sexta-feira (24), o assassinato de Francinaldo Batista Ferreira, que havia sido encontrado morto no dia 12 de julho em uma estrada rural no Bairro Casa de Tábua. A viúva da vítima, identificada pelas iniciais R. M. S., confessou ter dopado e matado o próprio marido dentro da casa do casal, além de ter contado com a ajuda de um comparsa para desovar o cadáver.
O corpo de Francinaldo foi achado com sinais evidentes de estrangulamento e sem seus pertences pessoais. Inicialmente, a mulher tentou enganar a polícia alegando que o companheiro teria passado mal e saído de casa por vontade própria.
Remédio na bebida
A narrativa sustentada pela viúva começou a ruir após o laudo necroscópico confirmar a morte por estrangulamento mecânico e indicar a ação de mais de uma pessoa ou o uso de recurso que impediu a defesa da vítima.
Paralelamente, imagens de câmeras de monitoramento revelaram a presença de um veículo suspeito na garagem do casal durante a madrugada do crime, fazendo o percurso exato rumo ao local onde o corpo foi abandonado.
Confrontada na delegacia com os elementos periciais e de inteligência, R. M. S. confessou o homicídio. Ela explicou que ministrou o medicamento clonazepam para sedar o marido e, com ele dopado, utilizou uma corda para estrangulá-lo até a morte dentro do imóvel.
Em seguida, com o auxílio de um amigo, colocou o cadáver no porta-malas de um carro alugado (GM Ônix azul-escuro) e o levou até a zona rural.
Provas escondidas
Durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na residência do casal, a equipe policial localizou o telefone celular da vítima escondido sob o colchão e seus cartões bancários sob o travesseiro, comprovando a tentativa de ocultar os pertences do marido.
O aparelho da investigada também foi apreendido para perícia. As investigações da Polícia Civil de Birigui continuam para concluir os laudos pendentes, realizar a reconstituição dos fatos e apurar a responsabilidade penal completa da viúva e do comparsa envolvido na ação.



