MP recorre contra prisão domiciliar de suspeita pela morte de policial

Promotoria pede que Justiça restabeleça a prisão preventiva de mulher investigada por participação em operação que terminou com a morte de um investigador da Polícia Civil do Amazonas.

Saulo Astini
Saulo Astini
Sou radialista, cinegrafista, editor audiovisual, YouTube manager e estrategista digital, com experiência em distribuição digital, streaming, produção de conteúdo e jornalista. Participação em produções e transmissões ao vivo broadcast. Atuei na direção de imagem e fotografia de produções musicais. Formação técnica em Cinema, Fotografia, Administração e Gestão de Pessoas, além de certificações em Marketing Digital, Jornalismo Digital pela Reuters Digital Journalism, Literacia em Inteligência Artificial e gestão Google Business.
Imagem: Reprodução

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) apresentou recurso à Justiça para tentar reverter a decisão que concedeu prisão domiciliar a uma mulher investigada por envolvimento em uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e suspeita de participação no caso que resultou na morte do investigador da Polícia Civil Luciano Carvalho de Sena, em Manaus.

A investigada foi presa durante uma operação policial que apreendeu aproximadamente 874 quilos de entorpecentes, além de arma de fogo, munições e coletes balísticos. Durante a ação, houve confronto entre criminosos e equipes policiais, ocasião em que o investigador foi morto.

No recurso, o Ministério Público argumenta que a substituição da prisão preventiva pela domiciliar não é adequada diante da gravidade do caso e do risco à ordem pública.

Segundo a Promotoria, as investigações apontam que a suspeita teria participação em uma organização criminosa de alta periculosidade, responsável pela movimentação de grande quantidade de drogas e armamentos. Para o órgão, as medidas cautelares impostas pela Justiça, como monitoramento eletrônico e restrições de contato com outros investigados, não seriam suficientes para impedir a continuidade das atividades criminosas.

Prisão domiciliar foi concedida por condição de gestante

A prisão domiciliar foi determinada durante a audiência de custódia após a Justiça considerar que a investigada está grávida. Além do uso de tornozeleira eletrônica, ela deverá cumprir medidas cautelares, incluindo proibição de contato com os demais investigados e recolhimento domiciliar nos períodos determinados pela decisão judicial.

O MPAM, no entanto, solicita ao Tribunal de Justiça do Amazonas que suspenda imediatamente os efeitos da decisão e restabeleça a prisão preventiva enquanto o recurso é analisado.

As investigações sobre a morte do investigador Luciano Carvalho de Sena seguem em andamento. A Polícia Civil e o Ministério Público trabalham para esclarecer a participação de todos os envolvidos na ação criminosa, enquanto a Justiça deverá decidir se mantém ou revoga a prisão domiciliar da investigada.

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