A morte de um homem dentro do Plantão Policial de Taubaté, no interior de São Paulo, chamou a atenção neste fim de semana. Fernando Alves de Souza, de 49 anos, morreu após, conforme a investigação inicial, tentar retirar a arma de um policial militar durante o registro de uma ocorrência de violência doméstica. O caso aconteceu na tarde de sábado (25) e continua sendo apurado pelas autoridades.
Ocorrência começou com denúncia de violência doméstica
A ocorrência teve início em uma residência localizada na Rua Agnaldo Varella, em Taubaté. Conforme o boletim policial, moradores ouviram pedidos de socorro vindos do imóvel, o que levou um policial militar aposentado a verificar a situação.
Ao chegar ao local, ele encontrou uma mulher tentando fugir das agressões. A vítima conseguiu correr até uma casa vizinha, onde recebeu abrigo antes que fosse alcançada pelo agressor.
Além disso, o policial aposentado contou com a ajuda de outro morador para conter o suspeito até a chegada das equipes da Polícia Militar.
Vítima sofreu ferimentos graves
A mulher apresentava diversas lesões no rosto, na cabeça e nos braços. Diante da gravidade do quadro, ela foi encaminhada ao Hospital Municipal de Taubaté, onde passou por exames e permaneceu internada sob cuidados médicos.
Enquanto isso, Fernando Alves de Souza foi levado ao Plantão Policial para o registro da ocorrência.
Tentativa de tomar arma terminou em disparo
Durante os procedimentos na delegacia, o suspeito permaneceu sem algemas, já que, até aquele momento, seu comportamento era considerado tranquilo.
Entretanto, conforme os relatos registrados na investigação, ele se levantou repentinamente e avançou contra um policial militar. Em seguida, tentou retirar a pistola calibre .40 do coldre do agente.
Segundo os depoimentos colhidos, houve luta corporal. O policial ordenou repetidas vezes que o suspeito soltasse a arma e advertiu que faria um disparo caso a tentativa continuasse.
Como a ação persistiu, o agente efetuou um único disparo, que atingiu a parte superior do tórax de Fernando.
Samu foi acionado, mas morte foi confirmada no local
Logo após o disparo, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram chamadas para prestar socorro.
Apesar da rápida mobilização, os profissionais constataram o óbito ainda dentro da unidade policial.
Posteriormente, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou pelos exames periciais previstos para esse tipo de ocorrência.
Câmeras registraram toda a ocorrência
A investigação conta com imagens captadas pelas câmeras corporais dos policiais militares e também pelo sistema interno de monitoramento da delegacia.
Além das gravações, testemunhas prestaram depoimento durante a apuração inicial. De acordo com as informações reunidas até o momento, os relatos são compatíveis com a versão apresentada pelo policial envolvido.
Diante disso, o delegado responsável entendeu, em análise preliminar, que houve legítima defesa, razão pela qual não foi determinada prisão em flagrante do agente.
Caso segue sob investigação
O procedimento foi registrado como lesão corporal contra mulher, resistência, morte decorrente de intervenção policial e legítima defesa.
Além disso, a arma utilizada pelo policial foi apreendida e encaminhada para perícia no Instituto de Criminalística.
Por fim, a Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência e concluir o inquérito.

