Estação Elevatória tem nova fase da obra iniciada em Santos; projeto ampliará proteção contra alagamentos na cidade

Ao todo, a obra tem investimento de R$ 153,3 milhões. Desse total, R$ 149,2 milhões são financiados pela CAF, e o restante é contrapartida da Prefeitura

Uma nova fase da Estação Elevatória com Comportas 6 (EEC6), foi iniciada na última quinta-feira (23), com a fixação das estacas da câmara de carga da futura. A estação fica localizada na Avenida Engenheiro Augusto Barata, no Saboó, Zona Noroeste de Santos e integra o Programa de Macrodrenagem Santos Mais, ampliando a proteção contra alagamentos, principalmente durante episódios de chuva intensa coincidentes com maré alta.

Ao todo, a obra tem investimento de R$ 153,3 milhões. Desse total, R$ 149,2 milhões são financiados pela CAF, e o restante é contrapartida da Prefeitura. O Programa de Macrodrenagem Santos Mais prevê a implantação de 13 estações elevatórias e 14 sistemas de comportas para ampliar a capacidade de drenagem da Cidade.

De acordo com a Prefeitura, a EEC6 será a segunda estação elevatória da Zona Noroeste. A primeira, a EEC7 Engenheiro Marcos Diniz, está em operação desde maio de 2023. A nova estrutura atenderá uma área de aproximadamente 2km², beneficiando diretamente o Saboó, com exceção das vias mais próximas e paralelas à Avenida Nossa Senhora de Fátima.

A região faz divisa com a bacia de contribuição do antigo Rio Furado e, futuramente, também será atendida pelas estações EEC0 e EEC9, que abrangerão os bairros Vila Haddad e Chico de Paula. Já a EEC7 atende principalmente os bairros Castelo e Areia Branca, além do Jardim Guassu, em São Vicente.

Etapas da obras

Segundo a Terracom, empresa responsável pela obra, as estacas da câmara de carga já foram cravadas no lado Saboó da Avenida Engenheiro Augusto Barata. A intervenção também contempla o lado Porto da via.

As primeiras etapas envolveram a regularização e nivelamento do terreno, seguida pela execução do colchão drenante, formado por uma camada de areia grossa que auxilia na drenagem da água do solo no processo de adensamento. Também foram instalados geodrenos com 20 metros de profundidade para acelerar a saída da água das camadas mais profundas do solo. O projeto prevê cerca de 46 quilômetros desse sistema.

Na sequência, serão implantadas geogrelhas, estruturas sintéticas que reforçam a capacidade de suporte do terreno, além de uma nova camada de areia. Por fim, será executado um aterro temporário de aproximadamente um metro de altura para acelerar o assentamento natural do solo antes da construção definitiva.

As primeiras etapas envolveram a regularização e nivelamento do terreno, seguida pela execução do colchão drenante, formado por uma camada de areia grossa que auxilia na drenagem da água do solo no processo de adensamento.

Também foram instalados geodrenos com 20 metros de profundidade para acelerar a saída da água das camadas mais profundas do solo. O projeto prevê cerca de 46 quilômetros desse sistema.

Na sequência, serão implantadas geogrelhas, estruturas sintéticas que reforçam a capacidade de suporte do terreno, além de uma nova camada de areia. Por fim, será executado um aterro temporário de aproximadamente um metro de altura para acelerar o assentamento natural do solo antes da construção definitiva.

Parceria para canalização do Rio Lenheiros

A construção da EEC6 será executada paralelamente às obras de canalização do Rio Lenheiros, em parceria com a MRS Logística e com apoio do Governo Federal.

Firmada em março de 2025, a parceria prevê investimento estimado em R$ 150 milhões pela operadora ferroviária.

As intervenções incluem a construção de galerias para conduzir as águas pluviais sob a linha férrea até o Rio Lenheiros. O trecho considerado mais complexo fica na região do Chico de Paula, entre a Avenida Nossa Senhora de Fátima e a Praça José Bonifácio (Moço), antes da Avenida Martins Fontes.

A MRS será responsável pela nova travessia ferroviária da drenagem, substituindo os dois tubos atualmente existentes por um pontilhão de aproximadamente 13 metros.

Pela parceria, a empresa executará as galerias e prestará apoio técnico ao Município. À Prefeitura caberá a construção da EEC6 e a conexão das novas galerias ao sistema de drenagem existente na Avenida Martins Fontes.

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