A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP) emitiu um alerta aos consumidores que possuem processos administrativos em andamento no órgão sobre uma tentativa de golpe praticada por meio de ligações telefônicas e mensagens via WhatsApp.
De acordo com o Procon-JP, os criminosos utilizam o nome da instituição ou do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) para entrar em contato com consumidores e solicitar pagamentos via Pix sob a alegação de que o valor seria necessário para a realização de um acordo.
A orientação é para que consumidores que recebam esse tipo de abordagem não efetuem qualquer pagamento, comuniquem imediatamente o caso ao Procon-JP e registrem um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil.
Segundo o secretário de Proteção e Defesa do Consumidor, Júnior Pires, o alerta foi reforçado após uma consumidora informar à Consultoria Jurídica do órgão que havia recebido uma mensagem por WhatsApp de uma pessoa que se identificava como representante do Tribunal de Justiça da Paraíba. Na conversa, a vítima foi induzida a realizar um depósito por Pix.
A tentativa de fraude foi identificada porque a chave Pix informada estava vinculada à conta de uma pessoa física. O secretário esclarece que os processos administrativos conduzidos pelo Procon-JP são encerrados em audiências de conciliação e não envolvem cobrança de taxas ou pagamentos, seja por parte do órgão ou do Tribunal de Justiça.
Ainda conforme o Procon-JP, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) já foi comunicada sobre as tentativas de golpe envolvendo consumidores com processos em tramitação no órgão municipal. A instituição informa que está adotando as medidas necessárias para coibir o uso indevido de seu nome.
O Procon-JP reforça que não solicita pagamentos em nenhuma etapa dos processos administrativos e orienta os consumidores a desconsiderarem qualquer contato que envolva pedido de transferência de dinheiro.
O órgão também alerta que os golpistas costumam utilizar informações pessoais das vítimas e apresentam argumentos considerados convincentes, identificando-se, em alguns casos, como servidores do Tribunal de Justiça da Paraíba, com o objetivo de dar credibilidade à fraude.


