A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Conexão Rio Preto, para desarticular uma organização criminosa estruturada e responsável por um esquema bilionário de lavagem de dinheiro. O grupo atuava ocultando recursos ilícitos provenientes, principalmente, da exploração de jogos de azar no estado do Rio de Janeiro (RJ). A ofensiva conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São José do Rio Preto (SP).
Ao todo, cerca de 80 policiais federais saíram às ruas para cumprir 11 mandados de busca e apreensão e 9 mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais, expedidas pela Justiça Estadual de São José do Rio Preto, são cumpridas simultaneamente nos estados de São Paulo (São José do Rio Preto), Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) e Mato Grosso do Sul (Campo Grande).
Bloqueio de R$ 2,09 bilhões
As investigações da PF revelaram a existência de uma rede que se utilizava de empresas de fachada, operadores financeiros e “laranjas” para dar aparência de legalidade aos capitais do crime. Um dos principais braços operacionais da organização criminosa ficava sediado em São José do Rio Preto e atuava no setor imobiliário e da construção civil para movimentar os valores.
A pedido da Polícia Federal, a Justiça Estadual decretou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados no valor de até R$ 2,09 bilhões. Entre os bens alcançados pela indisponibilidade judicial estão imóveis de alto padrão, veículos e contas bancárias ligadas aos suspeitos.

Participações no esquema
Os alvos da operação e demais investigados responderão, na medida de suas respectivas participações no esquema, pelos crimes de lavagem de dinheiro (ocultação de bens e valores) e integrar organização criminosa.



